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Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

? DAE na tribuna

Conforme a coluna previu na edição desta segunda-feira, o assunto DAE, para o qual o JC tem chamado a atenção há meses, foi o destaque da sessão de ontem da Câmara Municipal de Bauru. A informação de que o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) convidou o engenheiro Veríssimo Barbeiro para presidir a autarquia gerou manifestações contundentes de vereadores e a reunião do Legislativo esquentou.

? Fazendo água

Imediatamente após o vereador Carlão do Gás (PR) dizer que o convidado era Veríssimo, surgiram as primeiras reações contrárias por parte de alguns vereadores, com discursos na tribuna e conversas nos corredores associando o fato à possibilidade de privatização ou de terceirização para a Sabesp, em razão de Veríssimo ser filiado ao PSDB, que comanda o governo do Estado. Roque Ferreira (PT) fez um discurso reavivando o perigo da privatização do DAE, tema recorrente quando a autarquia está em crise.

? Sai do ninho

O rumo da discussão despertou uma reação enfática do vereador Marcelo Borges, presidente do PSDB, que tratou de dizer que seu partido não tem nada a ver com a indicação de Veríssimo e que caso ele aceite terá de deixar o PSDB imediatamente. Borges aproveitou para lançar críticas à forma como a administração está conduzindo o caso DAE. Ontem, a coluna apurou que uma das condições do próprio governo para a ida do engenheiro para o DAE é sua desfiliação do PSDB e possível filiação do PR, que controla a autarquia.


? Responsabilidade

Seja como for, esta coluna alertou na edição do último domingo para a gravidade do momento e para o tamanho da responsabilidade que está nas mãos do prefeito Rodrigo Agostinho e do presidente do PR e secretário da Saúde, Fernando Monti. O DAE precisa ser recuperado com urgência para voltar a ser uma das melhores repartições do governo municipal, como já foi no passado. Até porque, mais do oferecer o serviço de água com eficiência, precisará fazer e cuidar do tratamento de esgoto da cidade. Sem isso, Bauru não se colocará entre as cidades prontas para o desenvolvimento sustentado. E ficará para trás.

? Incredulidade

Apesar da revolta de Roque Ferreira, que defendeu o rompimento de seu partido com o governo municipal, o líder Renato Purini (PMDB) era o mais desolado. Ficou sabendo do convite no próprio plenário. Mesmo sob choque, tinha a incumbência de tentar acalmar os aliados. Nenhum dos vereadores mais críticos demonstrou ter alguma coisa contra a pessoa de Veríssimo Barbeiro. A questão é política e partidária. Carlão ficou na dele, certamente satisfeito por ter incendiado a sessão. Leia mais na pág. 3.

 


? Indústria de multas

Além das rotineiras críticas ao DAE, a Emdurb também foi alvo de vereadores. Marcelo Borges bateu no que chamou de ?indústria de multas? na cidade e lembrou um vídeo em que Carlão do Gás tocava no mesmo ponto. O vereador ? radical defensor do governo ? disse que o tucano deveria estar falando de outro Carlão. Não deu outra: Marcelo solicitou a exibição do vídeo pela TV Câmara durante a sessão extraordinária. Era mesmo Carlão do Gás.

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