Para que se tenha uma ampla discussão sobre o transporte em Bauru, em primeiro lugar temos que ter o transporte coletivo à altura ex: novosa carros, se possível articulados, menos poluentes, um terminal, horários compatíveis com as necessidades da população. Linhas ligando um lado ao outro da cidade e o corredor de ônibus. Só assim teremos condições de deixar o carro em casa e usar o transporte coletivo. Bauru carece de ruas que ligam os bairros para a cidade e vise e versa.
O corredor de ônibus rápido com duas pistas é uma obra indispensável e o terminal deverá ser a próxima meta do governo. Tirar os carros das ruas, principalmente com o aumento da frota e do combustível, é medida urgente. A mobilidade urbana é ter a facilidade de se locomover de casa para o trabalho ou para qualquer lugar, independentemente do tipo de transporte utilizado e ter a garantia de chegar no horário estipulado. Ter ligação de bairros sem passar pelo centro da cidade e vias que ligam um bairro a outro.
Abertura de ruas acessos sem usar as avenidas principais em horários de pico é outra solução as inversões de mãos vagas para estacionamentos e guias rebaixadas sem utilizações são alguns dos gargalhos enfrentados e principalmente mãos únicas sem saída que te levam ate as avenidas para possíveis conversões. As grandes cidades, como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, já saíram a frente.
Elaborando seus planos já pensando no efeito estufa e no descongestionamento, com a facilidade da compra de carros em pouco tempo as avenidas não suportarão a quantidade de veículos o viaduto inacabado sobre os trilhos é uma solução importante, pois livra o centro da cidade e as avenidas centrais do congestionamento.
Outro fator importante são as ciclovias. Porém, antes da implantação deve haver um estudo um incentivo para que a população venha utilizar esse meio de transporte não só a lazer, mas a trabalho, senão você tira vagas destinadas a carros e as vias destinadas a ciclovias viram lazer de fins de semana. É preciso educar os motoristas a respeitar o ciclista.
E também de calçadas que garantam acessibilidade aos deficientes físicos e visuais. Deve-se abrir debates com a população e, principalmente com associações de bairros, Polícia Militar, comerciantes, enfim, aprofundar o debate, se possível com as empresas de ônibus urbanos, elaborar congressos, uma maior participação do Legislativo, pois é onde a população leva os problemas enfrentadas no trânsito do dia dia. Só assim teremos o novo modelo do transporte em nossa cidade.
E louvável a discussão por parte do Executivo, com iniciativa da Emdurb, de começar a pensar no futuro de Bauru em tese sobre o transporte. É de vital importância para um crescimento ordenado e um incentivo para novos investimentos.
João Elder Feres Ruiz