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Médicos protestam no Rio contra a falta de profissionais

Da Redação JCnet
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Para denunciar a falta de médicos e de equipamentos nos hospitais públicos do Rio, o Sindicato dos Médicos (SinMed) organiza neste domingo (18) um protesto na Praia de Copacabana. A expectativa é reunir cerca de 2 mil pessoas durante a manhã, com uma mostra de fotos de unidades "em degradação" e esquetes de teatro ironizando os problemas.

De acordo com o presidente do SinMed, Jorge Darze, baixos salários estão entre as principais reclamações. Sem uma política para valorizar os servidores e melhorar as condições de trabalho, ele diz que muitos profissionais de saúde acabam deixando a rede pública. O problema vem se agravando nos últimos anos e coloca em risco o atendimento à população, acrescenta.

A falta de investimentos em infraestrutura e equipamentos também preocupa. "Os equipamentos são antigos, a manutenção é precária, volta e meia quebram e os consertos são demorados, o que se reflete nos atendimentos", avalia Darze. 

Além de denunciar a situação de "calamidade" nos hospitais, o Sindicato dos Médicos quer chamar a atenção para "a política de marketing" dos governos na cidade. Segundo a categoria, há uma ilusão sobre a eficiência das clínicas da família e das unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), criadas nos últimos anos para atuar na saúde preventiva e pré-hospitalar.

O SOS Emergências foi criado para qualificar a gestão das unidades e melhorar o atendimento nos pronto-socorros de nove grandes hospitais no país. No Rio, tanto o Miguel Couto quanto o Schweitzer já criaram um plano para  reduzir a permanência e oferecer mais conforto aos pacientes. Também está prevista a compra de equipamentos e a adaptação de instalações.

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