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Polícia de Ourinhos prende assassinos de universitária


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Renata Tibúrcio/Jornal da Divisa

Os foragidos foram localizados e presos em uma residência na cidade de Itapetininga, na madrugada desta terça-feira (20)

O trio que matou com um tiro na cabeça a estudante Camila Mozer Pires Machado, de 20 anos, no último dia 11 em um canavial de Cambará (PR) foi preso em Itapetininga nesta madrugada e apresentado hoje na Delegacia de Polícia de Ourinhos (120 quilômetros de Bauru).

O serralheiro Carlos Mendes Silva Neto, 30 anos, Vanuza da Silva Trentini, 35 anos, e um adolescente de 14 anos foram encontrados por volta das 4h30 escondidos em uma residência de uma prima da acusada em Itapetininga. Neto se escondeu debaixo da cama e precisou de ser retirado pelos policiais. Vanuza e o adolescente não ofereceram resistência. Na casa foi encontrado o tênis roubado de Murilo Lima no dia do crime.

O crime que chocou a cidade pela violência ocorreu na madrugada de um domingo, quando o trio sequestrou Camila Mozer e seu namorado Murilo Lima próxima a uma choperia na avenida Almeida Leite. Murilo tinha ido comprar uma garrafa de água para a jovem. Ao voltar para o carro, os dois foram rendidos e o homem obrigou as vítimas a passarem para o banco de trás e assumiu o volante. Após abastecerem o Ecosport de Murilo em um posto de gasolina, eles seguiram até Salto Grande e, depois passaram a fronteira de São Paulo com Paraná. Na sequência, o trio parou em um canavial de Cambará, onde Neto matou a estudante e feriu o rapaz com tiro de raspão. Os dois foram amordaçados e amarrados.

O serralheiro utilizou uma garrucha calibre 44 construída artesanalmente. Murilo conseguiu escapar com vida, porque fingiu que estava morto quando tomou um tiro de raspão. Mesmo ferido conseguiu caminhar até procurou a polícia.

No dia seguinte ao crime, a polícia identificou os autores do latrocínio depois de conversar com o frentista do posto de combustível onde o trio passou para abastecer o veículo, já com Camila e Murilo como reféns no banco traseiro. Por coincidência o frentista era vizinho de Neto, ajudando na identificação dele.

A Polícia de Ourinhos montou uma força-tarefa para prender os três e imediatamente conseguiu identificá-los, mas não encontrou o casal na residência em Ourinhos. No local havia vários produtos eletroeletrônicos furtados e pólvora.

O casal de criminosos, além do adolescente, fugiram em uma Ford Ecosport e abandonaram o veículo em Cascavel (PR). De lá seguiram até Guaíra na divisa com o Paraguai, mas sem dinheiro, voltaram para Dourados/MS e de carona foram até Itapetininga na casa de uma prima da acusada pedir abrigo.

A garrucha utilizada no crime calibre 44 não foi localizada e, segundo o acusado, teria sido vendido para conseguir dinheiro para a fuga. Na delegacia todos negaram envolvimento no crime, mas Vanuza acusa o companheiro de ter disparado o tiro na cabeça da estudante. Segundo ela, a intenção era só roubar a estudante e o namorado dela. Com a prisão deles em Itapetininga, os dois vão responder pelo crime de sequestro na Justiça de Ourinhos e de latrocínio (matar para roubar) na Justiça de Cambará (PR). O adolescente vai responder por ato infracional.

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