Internacional

Escândalo do silicone adulterado assusta mulheres latino-americanas

Reuters
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Buenos Aires - O medo e a revolta estão se espalhando entre latino-americanas que usaram próteses mamárias produzidas pela empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP) com silicone industrial, o que as tornava mais baratas, mas causa riscos à saúde.

As próteses da extinta marca PIP se rompem com maior facilidade, o que levou as autoridades francesas a orientarem as usuárias a retirarem-nas. Cerca de 300 mil implantes da marca foram vendidos no mundo todo, sendo dezenas de milhares na América Latina, onde há grande procura por cirurgias plásticas estéticas.

A advogada argentina Virginia Luna, 34 anos, pleiteia que as clínicas ofereçam próteses de outras marcas para substituir as da PIP. Ela disse representar 50 mulheres, e que algumas já selaram acordos extrajudiciais com as seguradoras dos cirurgiões responsáveis pelos implantes.

Na Venezuela, onde próteses de silicone chegam a ser sorteadas em rifas ou dadas por pais às suas filhas no aniversário de 15 anos, há grande apreensão entre as usuárias.

A França está investigando uma possível conexão entre casos de câncer e o gel usado nos implantes da PIP, mas até agora não existem evidências.

Em 2010, Brasil, Argentina e Colômbia já haviam proibido a venda de próteses dessa marca. As autoridades recomendam que as mulheres afetadas consultem seus médicos, mas algumas pessoas acham que é preciso haver mais punição.

Mais de 25 mil próteses PIP foram usadas no Brasil antes da proibição.

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