Brasília - A Caixa ampliou ontem em R$ 1 bilhão os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinados a obras de transporte urbano para a Copa de 2014.
A circular do banco que definiu o Orçamento do Fundo para 2012 destinou R$ 4 bilhões para esses projetos nas cidades sedes do evento. No ano passado, a mesma circular definiu em R$ 3 bilhões os recursos do FGTS para esse tipo de obra que inclui novos sistemas de ônibus rápidos, corredores expressos e VLT’s.
O documento da Caixa publicado ontem não alterou as disposições do veto da presidente Dilma Rousseff a artigos de uma MP (medida provisória) que ampliava o uso do FGTS para todos os tipos de obra da Copa. Isso porque, na prática, continua vetado o uso do fundo para qualquer construção que não seja de transporte urbano. E o uso do dinheiro do FGTS para as obras de transporte urbano já estava definido desde de 2010.
Na circular desse ano, a Caixa somente incluiu um novo programa que não é para obras da Copa entre os contemplados com recursos do FGTS. É o chamado PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades.
As obras desse programa também poderão receber financiamento do fundo. Entre obras já anunciadas nesse PAC estão os metrôs de Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. Nenhum deles está previsto para ficar pronto para a Copa de 2014.
Empréstimo a arenas
Rio - O BNDES prorrogou por um ano o prazo para adesão à sua linha de financiamento para construção ou reforma de arenas que serão usadas na Copa-2014. A data-limite para apresentar o pedido de empréstimo era 31 de dezembro deste ano, mas foi postergada para 31 de dezembro de 2012.
Dos grandes projetos das cidades-sede, apenas a construção da arena do Corinthians, em São Paulo, e a reformada do estádio do Internacional, em Porto Alegre, não foram contratados.
Para a obra do Itaquerão, há um pedido em análise pelo corpo técnico do banco de R$ 400 milhões - teto máximo de financiamento estabelecido para a linha de crédito por arena. O projeto do Inter não ingressou no banco ainda, mas a expectativa é que isso ocorra em breve.
Para o estádio do Atlélico-PR, em Curitiba, há uma carta-consulta (primeira etapa do pedido de empréstimo) no valor de R$ 123 milhões.
Já estão contratados os projetos de construção ou reforma dos estádios de Manaus (R$ 400 milhões), Salvador (R$ 324 milhões), Fortaleza (R$ 352 milhões), Cuiabá (392 milhões), Belo Horizonte (400 milhões), Recife (R$ 400 milhões) e Natal (R$ 399 milhões). Apenas o projeto da construção do novo estádio de Brasília dispensou financiamento do banco estatal.