Tribuna do Leitor

Qual é, Marcão?!


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Logo pela manhã sou supreendido com a notícia de sua partida. Demorou muito para eu aceitar. Quando cheguei ao velatório, fiquei contemplando aquele gigante deitado. Parecia que você sorria. Aliás, você sempre foi um sujeito de sorriso fácil, tirador de sarro, brincalhão. Na verdade, eras um gigante e ao mesmo tempo um meninão. Passei horas pensando no dia em que iniciamos nossa carreira no serviço público. É, parceiro, foram muitas batalhas e, graças a Deus, muitas vitórias. Recordo-me quando moramos próximos. Era comum ao final da tarde sentarmos com nossas esposas e, na companhia de outros amigos, conversar por horas enquanto observávamos nossos filhos brincando. Quando eu estava em Bauru, mesmo trabalhando em unidades diferentes, sempre mantínhamos contato, quer seja para jogar conversa fora ou apenas para trocar informações.

Tínhamos um elo de ligação voltado para o auxílio mútuo. O futebol não era seu forte, mas quem não queria o "Marcão" por perto? No mínimo tínhamos a sensação de estarmos protegidos. E as brincadeiras, então! Em todas as oportunidades em que nos falávamos, eu sempre o chamava de "Marquinho", Miudinho", etc... Voce sempre entendia a ironia e respondia: "Cê não quer nada não, Nivardinho". Pô, Marcão, precisava partir agora? Qual é Marcão", qual é!? Saudades, parceiro. Que Deus console seus familiares, bem como os seus muitos amigos.


Nivaldo Cesar Sales- servidor público

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