Bairros

Família acusa maternidade de negligência após morte de gêmeas

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Na última quinta feira, a auxiliar de serviços gerais Cláudia Carolina Picoloto, 20 anos, deu entrada na Maternidade Santa Isabel para receber as filhas gêmeas após sete meses de gestação.

Após quatro dias de espera, Cláudia recebeu a notícia de que os bebês estavam mortos. De acordo com a família de Cláudia, a gestante deu entrada no hospital sentindo muitas dores e teria pedido para que o parto fosse realizado como cesariana, o que não foi atendido pela equipe médica, que indicou a cirurgia apenas em último caso. O procedimento se manteve na sexta-feira e no final de semana. Na manhã de hoje, uma ultrassonografia constatou o que a família mais temia: as crianças no ventre de Cláudia estavam mortas.

Parentes registraram um boletim de ocorrência (BO) contra a Maternidade por negligência médica por não levarem em consideração a insistência da paciente e da família pelo parto cesáreo, a recusa dos médicos em atender aos pedidos e as dores sentidas pela gestante, já que afirmam que os médicos aplicaram um analgésico muito fraco e, com a morte confirmada dos bebês, Cláudia recebeu um remédio abortivo que expeliria as crianças sem a necessidade de cirurgia, que passado mais de 12 horas, os bebês sem vida continuavam dentro da barriga da mãe.

De acordo com o delegado titular do 3º DP, Milton Bassoto Júnior, foi requisitado exame necroscópico para os fetos e de corpo de delito para Cláudia. “Somente os laudos e a análise do prontuário médico da paciente poderão apontar se houve negligência ou não”, adianta.

Consultada pelo JC sobre o atendimento prestado à gestante, a coordenadoria de ginecologia e obstetrícia da maternidade pediu para que a diretoria técnica fosse contatada. Esta por sua vez, solicitou para que  a reportagem requisitasse informações à gerência de enfermagem, que pediu para que a assessoria de  comunicação da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) fosse acionada.

O conselho de intervenção também afirmou que não poderia se manifestar. A assessoria de imprensa disse que aguardava um comunicado oficial que seria enviado pela médica que atendeu Cláudia, o que não ocorreu até as 23 horas de hoje.

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