A agenda calma, sobretudo nos Estados Unidos, abriu espaço para um pregão técnico na Bovespa. As preocupações com a situação europeia, embora continuem como pano de fundo, hoje não impediram o Ibovespa de retomar os 59 mil pontos. Os papéis das construtoras foram destaque de ganhos e ajudaram a sustentar o índice, enquanto as blue chips, que tiveram um pregão bastante volátil, fecharam sem uniformidade.
Nos EUA, as bolsas oscilavam no final da tarde com ganhos tímidos, em dia de agenda bastante fraca. Às 18h14, o Dow Jones registrava 0,21% de alta, o S&P avançava 0,19% e o Nasdaq, 0,16%. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro fechou em baixa de 0,24%, a US$ 101,31 o barril.
Mais cedo, as bolsas caíam, em reação à Europa, onde a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, deram uma entrevista coletiva, após se reunirem. Enquanto Merkel disse estar otimista que a Europa poderá assinar seu pacto fiscal no fim deste mês e que nenhum país precisará deixar a zona euro, Sarkozy afirmou que a situação na Europa é muito tensa e os problemas relacionados à crise de dívida da zona do euro ainda não estão resolvidos.
Pouco antes do discurso dos dois, a Alemanha vendeu, pela primeira vez na história, um título com yield negativo, o que significa dizer que os investidores estão pagando para emprestar dinheiro para o governo. A procura pela segurança também foi notada pelo BCE, que registrou novo volume recorde destinado pelos bancos da zona do euro à sua linha de depósito overnight. Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda.
RENDA FIXA
Renda bruta: 10,55%
Ganho líquido/mês: 0,9%
Pela taxa média de 10,58% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.
BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 0,82%
Volume: R$ 4,68 bilhões
A Bolsa doméstica terminou o dia em alta de 0,82%, aos 59.082,88 pontos. Na mínima, registrou 58.599 pontos (estável) e, na máxima, os 59.220 pontos (+1,06%). No mês e no ano, acumula ganho de 4,10%. O giro financeiro, que na hora do almoço tinha projeção ao redor de R$ 5 bilhões, ficou bem aquém desse patamar, ao somar R$ 4,645 bilhões.
OURO
Ouro/grama: R$ 95,00
Variação: estável
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 95,00 permanecendo estável.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.609,90 e terminou o dia em queda de 0,33%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 1,836
Variação: baixa de 0,86%
O dólar comercial en-cerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,836 para a compra e a R$ 1,838 para a venda, com queda de 0,86%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,763 na compra e a R$ 1,940 na venda, com alta de 0,15%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,860 na compra e a R$ 2,00, na venda, com alta de 0,5%.