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Pesquisadores acham substância que imita benefício de exercícios


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Washington - Um novo estudo abre perspectiva de que os exercícios físicos possam ser trocados por uma pílula. Em experimentos com camundongos, cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, descobriram que um tipo de um hormônio ainda desconhecido era capaz de transformar o tecido adiposo. Em sua presença, células de gordura branca - responsável por armazenar energia - se convertem na chamada gordura marrom - que queima calorias para aquecer o corpo.

A nova molécula, batizada de irisina, também existe em humanos. Num teste, os cientistas injetaram pequenas doses da substância em roedores sedentários, obesos e com sintomas de pré-diabetes.

Após dez dias, os animais tiveram os níveis de glicose e insulina normalizados no sangue e até perderam peso. O experimento foi descrito na revista "Nature".

"Com a irisina, nós conseguimos traduzir uma pequena parte do efeito dos exercícios têm sobre o organismo", disse à reportagem Pontus Boström, autor do trabalho. Ele alerta que a irisina não vai deixar ninguém mais forte. "Existe uma vasta gama de efeitos que jamais poderemos substituir por uma única intervenção metabólica."

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