Rio Claro - O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, afirmou ontem que teria sido vingança o motivo do atentado a bomba contra uma juíza de Rio Claro (182 km de Bauru). "Apuramos que seria um problema familiar, de guarda de filho", disse Sartori durante entrevista coletiva.
A bomba caseira foi aberta na tarde de anteontem no Fórum de Rio Claro e feriu dois funcionários do órgão. Segundo a Polícia Civil, o alvo era a juíza Cynthia Andrauss Carreta, diretora do fórum.
O presidente do TJ descartou a possibilidade de envolvimento do crime organizado no atentado. De acordo com ele, uma das partes de um processo de família teria ficado insatisfeita e agiu por vingança, tentando atemorizar a juíza. "Mas evidentemente o Judiciário não vai aceitar esse tipo de procedimento (...) e já está reagindo", disse.
O TJ determinou escolta à juíza, que anteontem se reuniu com o presidente da corte.
Além dela, segundo Sartori, há mais três casos de ameaças a magistrados em São Paulo - os nomes não foram revelados.
Papai Noel
A bomba explodiu por volta das 14h. Dois funcionários do fórum ficaram feridos e um deles está internado na Santa Casa da cidade.
Segundo a Polícia Militar, o artefato estava dentro de um pacote, endereçado à juíza diretora do fórum.
De acordo com Roberto José Daher, delegado seccional de Rio Claro, uma funcionária encontrou o pacote no saguão do primeiro andar. Estava destinado à juíza, mas não tinha remetente.
A funcionária chamou um guarda municipal, que levou o pacote para a recepção do térreo. Segundo Daher, o pacote era do tamanho de uma caixa de bombom.
Dois funcionários do cartório abriram o pacote e encontraram um Papai Noel de brinquedo dentro, que explodiu, ferindo os dois.
O delegado diz que a bomba parecia caseira e tinha objetos metálicos dentro, que se espalharam com a explosão. O material passará por perícia. Ainda segundo Daher, não há câmeras dentro do fórum.