O rompimento no sábado de uma adutora do Departamento de Água e Esgoto (DAE) instalada na avenida Comendador José da Silva Martha, apesar de resolvido no domingo após atinge 15 bairros, continua causando transtornos em duas regiões: Vila Cardia e Cidade Universitária – o que gerou 40 queixas sobre falta de água junto ao próprio DAE, ontem.
Um dos motivos apontados pela a assessoria de comunicação do departamento para a demora na normalização da situação seria o fato desses bairros serem os últimos a receber água distribuída pelo reservatório da Praça Portugal e do Centro.
A previsão é de que o abastecimento fosse normalizado durante a madrugada. "No mais tardar, esperamos que todos recebam água normalmente nessa manhã de terça-feira," completa a assessoria.
O diretor da Divisão de Produção e Reservação de Água do DAE, Igor Fournier, explica também que, quando o sistema fica completamente sem circulação de água, é normal que entre ar na tubulação e que isso afeta a pressão no sistema, por exemplo.
"Nesses casos, nossos funcionários fazem manobras na rede, principalmente no período noturno e com os reservatórios mais cheios, para que haja a descarga desse ar", diz. O Higienópolis também teve falta de água no final de semana.
O que falta
Ainda segundo o diretor Igor Fournier, tanto a estrutura do poço quanto do reservatório elevado localizado na avenida Cruzeiro do Sul está pronta. No entanto, faltam equipamentos elétricos e hidráulicos para poder colocar o local em operação. "Vários itens já foram comprados, mas alguns certames licitatórios ainda estão em andamento", explica. A mesma situação aconteceria no poço e reservatório do Jardim Marabá.
"O reservatório da Vila Cardia, por exemplo, vai melhorar a pressão com a qual a água vai chegar nas residências dos bairros. Além disso, vai diminuir a necessidade de direcionar água do Rio Batalha captada pela ETA, o que permite que esse volume ‘economizado’ seja direcionado para o resto da cidade", destaca.
Em outubro do ano passado, o DAE informou que os poços entrariam em operação em até 90 dias. Hoje, a previsão é que os novos equipamentos funcionem ainda no primeiro trimestre deste ano.