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Academia de Balé Bolshoi terá primeira dançarina norte-americana

Reuters
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Estrelas do balé russo costumavam desertar para o Ocidente em busca de liberdade artística. Hoje em dia, dançarinos ocidentais são atraídos ao Leste pela disciplina de ferro de uma educação de balé russa.


Cerca de 100 estrangeiros do mundo todo estão matriculados na Academia de Balé Bolshoi, em Moscou, oficialmente conhecida como Academia Estatal de Coreografia de Moscou. Fundada pela imperatriz Catarina, a Grande, a escola produziu as lendas soviéticas Olga Lepeshinskaya e Maya Plisetskaya, além de estrelas contemporâneas como Natalia Osipova e Nikolai Tsiskaridze.

Eis um nome para a lista: Joy Womack, uma dançarina de 17 anos que vai se tornar a primeira norte-americana a se formar no curso russo da academia nesta primavera.

             

"A técnica e o talento artístico e a paixão são coisas que vale mudar a milhares de quilômetros de distância", disse Joy, que cresceu na Califórnia e no Texas.

             

Aos 15 anos de idade, a bailarina chegou a Moscou para uma rotina de 12 a 14 horas diárias de treinamento, classes de atuação e ensaios - tudo em russo, uma língua que ela mal conhecia quando desembarcou na cidade.

             

"O modo de ensinar aqui na Academia de Balé Bolshoi é muito diferente dos Estados Unidos. Aqui, o que é tão especial é que cada professor tem seu próprio estilo, a própria maneira de ensinar e de obter resultados dos estudantes", disse.

            

Seis dos 14 bailarinos no palco no ensaio na segunda-feira eram estrangeiros, da Itália, Japão, Estados Unidos, França, Finlândia e Grã-Bretanha.

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