No ano passado, a Polícia Civil prendeu mais de 8 mil pessoas em flagrante na região do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 4 (Deinter-4), que abrange 89 municípios. Mesmo assim, o índice de furtos em Bauru – sede do Deinter - cresceu 31,6% nos últimos seis meses, com registro médio de quase 27 ocorrências diárias, e permanece como um desafio ainda a ser solucionado para garantir a segurança pública da cidade.
A quantidade de detidos na região, em 2011, é suficiente para superlotar seis penitenciárias de porte semelhante às existentes em Bauru. O volume, de 8.026 presos, é 18,3% maior que o total capturado em flagrante em 2010, de 6.784 pessoas.
Somente em janeiro, foram presos outros 115 acusados no município. Ainda que os demais índices de criminalidade tenham diminuído no último semestre, a frequência de furtos ainda assusta. Em julho do ano passado, foram registradas 632 ocorrências, uma média de 20 por dia. Em janeiro de 2012, este número cresceu para 832, média diária de 27 registros.
Segundo diretor do Deinter-4, Benedito Antonio Valencise, o aumento da incidência de crimes desta natureza está intimamente relacionado ao crescimento do consumo de crack. Por este motivo, ele frisa que a Polícia Civil tem se empenhado em combater o tráfico de drogas na cidade.
Força-tarefa
Ele aponta que, na comparação com o resto do Estado, Bauru não está entre as cidades com piores índices de criminalidade.
"Pode até ser que o município não esteja entre os melhores, mas está numa condição boa de segurança. A maioria dos índices vem caindo ano a ano", pondera.
Além da preocupação com o número crescente de furtos a residências, pedestres e interior de veículos, as estatísticas de furtos de veículos, que aumentaram 16,3% no último semestre, também gera "dor de cabeça" para a polícia. "Além de intensificar a fiscalização nos desmanches, estamos determinando aos leiloeiros que não apenas o chassi, mas o quadro das motos seja cortado ao meio, para evitar que sejam usados em motos furtadas", revela.
Segundo o diretor do Deinter, a Polícia Civil vem alterando suas estratégias de investigação e, mais do que prender suspeitos de crimes, procura realizar forças-tarefas em regiões específicas da cidade para extinguir o problema em sua origem.