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Erosão eleva ameaça do aquecimento

Reuters
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Arquivo/Quioshi Goto

Faixa mais superficial do solo armazena cerca de 2,2 trilhões de toneladas de carbono

Londres - O aquecimento global ficará pior à medida que a agricultura acelerar a taxa de erosão do solo, reduzindo a quantidade de carbono que o solo é capaz de armazenar, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) ontem.


O solo contém quantidades enormes de carbono na forma de matéria orgânica, que fornece os nutrientes para o crescimento das plantas e melhora a fertilidade da terra e o movimento da água.


A faixa mais superficial do solo sozinha armazena cerca de 2,2 trilhões de toneladas de carbono - três vezes mais que o nível atualmente contido na atmosfera, informou o Livro do Ano 2012 do Pnuma. “O carbono do solo é facilmente perdido, mas difícil de ser reposto”, diz o relatório.


“Os estoques de carbono no solo são altamente vulneráveis às atividades humanas. Eles diminuem de forma significativa (e em geral rapidamente) em resposta às mudanças na cobertura do solo e no uso da terra, tais como desmatamento, desenvolvimento urbano e o aumento das culturas, e como resultado de práticas agrícolas e florestais insustentáveis.


Tais atividades podem decompor a matéria orgânica. Quando isso ocorre, parte do carbono é convertido em dióxido de carbono - gás do efeito estufa que é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global - e ele é perdido do solo.


Cerca de 24% das terras do planeta já sofreram declínio na saúde e na produtividade ao longo dos últimos 25 anos em razão do uso insustentável do solo, disse o Pnuma.


Desde o século 19, aproximadamente 60% do carbono armazenado nos solos e na vegetação foi perdido como resultado das mudanças no uso da terra, tais como limpar a terra para a agricultura e para as cidades.


À medida que a demanda global por alimentos, água e energia aumente drasticamente, como se prevê, o solo ficará sob uma pressão cada vez maior.          

 

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