Tribuna do Leitor

INFLUÊNCIA DO PODER MENTAL


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Vivemos numa época em que grande percentual da população vem procurando adotar profundas mudanças em relação à saúde, priorizando por hábitos mais prazerosos e salutares, ensejando-se por uma qualidade de vida melhor e mais feliz. Persuadidas pelos inúmeros benefícios logrados a partir desse ideal, encontramos diariamente pessoas preocupadas e interessadas pelas conseqüências nefastas advindas do álcool, tabagismo, promiscuidade libertinosa, glutonaria e dos alimentos excessivamente codimentados e gordurosos, predispondo-nos ao risco de graves doenças, como a hepatite, cirrose, trombose, dentre as complicações de hemiplegia, enfarto do miocárdio, problemas respiratórios, vasculares (ex: AVC) e o câncer, que segundo estimativas reveladas pelo diretor Peter Boyle, responsável pelos estudos do Centro Internacional de Pesquisas da OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas em 2007 mais de sete milhões de pessoas já morreram em virtude da doença e que, até o ano de 2030, serão cerca de l7 milhões.

Diante dessa realidade insofismável, não podemos simplesmente prescindir ou ignorar o poder de domínio que a força mental exerce sobre nossa economia celular, promovendo no cosmo orgânico, saúde ou doença, paz ou desdita.

Mergulhados neste vasto mundo psíquico de potencialidades energéticas, capazes de destruir ou edificar, nutrimo-nos do que pensamos e desejamos, conforme o sublime preceito do Mestre Jesus ao afirmar que nem tudo que entra pela boca do homem é imoral e prejudicial, mas sim o que dela sai (S.Mateus Cap.XV Vers.0l a 20), ou seja, permanecemos constantemente imantados e atrelados por sentimentos e emoções negativos de ódio, mágoa, revolta, ansiedade, depressão, impaciência, inconformação, dificuldade em perdoar, elementos patogênicos passíveis de metabolizar perigosos agentes microbianos, bacterianos e bacilos, comprometendo aproximadamente 60 trilhões de células sob a regência poderosa do psiquismo humano, quando órgãos vitais, tecidos, glândulas e estruturas neuronais buscam num ingente esforço debelar as ações mórbidas e devastadoras de invasores microscópicos, no afã de engendrar distonias psicossomáticas e falência dos mesmos.

Devemos, sim, valorar os recursos inestimáveis e respeitáveis da ciência contemporânea em prol de nossas existências, mas não olvidemos da premente necessidade como seres pertencentes ao reino espiritual em desvencilharmo-nos do egoísmo e do orgulho escravizadores, os maiores cancros da alma e chagas da sociedade, anulando abençoadas oportunidades e possibilidades de crescimento moral e intelectual, cônscios do memorável ensinamento do Médico Maior, os sãos não tem necessidade de médico, mas os doentes (S.Mateus Cap.IX Vers.l0 a l2), despertando-nos refletir na magna sentença imortalizada, conheça-te a ti mesmo, pelo emérito filósofo grego Sócrates (399 à 470 a.C), de forma a enaltecermo-nos no compromisso de auto-iluminação, em que nossos desequilíbrios e atitudes equivocadas não encontrem ressonância e morada na construção afetiva, de futuros sonhos e projetos.

Marildo Campos Brito, vigia e padeiro

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