Lençóis Paulista – Duas viagens de ida e volta a Avaré, realizadas por veículo oficial no dia 6 de junho de 2
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e registradas pelo serviço ‘Sem Parar’ da Câmara de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), deram origem a nova ação civil pública por improbidade administrativa contra a Casa. O réu na ação é o presidente do Legislativo na época, o vereador Ismael de Assis Carlos (PSDB). Segundo ele, foi dado início a investigação interna para saber quem utilizou o carro indevidamente.
Na ação, o promotor de Justiça Daniel Passanezi Pegoraro revela que, segundo registros do ‘Sem Parar’ (sistema eletrônico em que o carro tem passagem livre nos pedágios e a tarifa é paga posteriormente), o Vectra, placas DBS-5562, de propriedade da Câmara, viajou para Avaré no início da manhã do domingo, retornou a Lençóis horas depois, e depois voltou ao município à tarde, por volta das 15h3
, retornando logo após às 17h.
Inicialmente, o ex-presidente negou a ocorrência da viagem ao MP. Após nova solicitação, “Formigão” declarou que havia ido até Avaré para visitar o projeto União Negra Avareense (UNA). Em depoimento ao promotor, ele disse que foi acompanhado por uma assessora parlamentar e pelo casal que mantém o projeto social de hip-hop e capoeira voltado à raça negra.
Segundo o vereador, ao chegar a Avaré pela manhã, não havia nada. De volta a Lençóis, ele alega ter sido informado de que o evento de apresentação do projeto seria realizado à tarde, razão pela qual retornou à cidade. Em depoimento na Promotoria, a assessora parlamentar disse que o tal evento havia sido realizado em um dia 25, mas que não se recordava de qual mês. Ela afirmou ainda que havia viajado apenas na companhia do ex-presidente da Câmara, no veículo particular dele, sem o uso do ‘Sem Parar’ do Legislativo. O casal que mantém o projeto social, de acordo com a ação, negou ter participado de qualquer viagem com o carro oficial. A mulher, inclusive, declarou que nenhum evento do UNA havia sido realizado no dia 6 de junho.
O promotor pontua na ação civil que, até o presente momento, a viagem permanece sem explicação e teria havido desvio de finalidade.
“Formigão” informou ao JC que cometeu equívoco em relação à data da viagem a Avaré. “Quando ele (promotor) me chamou para responder 25 viagens de uma vez só, a única viagem que eu lembrava que tinha ido para Avaré era para o projeto UNA”, explica.
Posteriormente, o vereador descobriu que a viagem feita por ele até a cidade ocorreu em uma data posterior. “Eu não fui nessa viagem nesse dia. A viagem que eu disse ao promotor foi num dia subsequente a esse”, ressalta. “Existe até uma averiguação interna para a gente saber o que aconteceu nesse dia”.