Bairros

Vereador acusado de desvio de R$ 7 milhões escapa de cassação

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Ourinhos – O vereador José Claudinei Messias (PMDB) escapou da cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar na sessão de ontem na Câmara de Ourinhos (12

quilômetros de Bauru). Seis parlamentares votaram a favor da cassação e quatro foram contrários, mas como não atingiu o quórum de maioria de dois terços o peemedebista permanecerá no cargo. A votação foi secreta e durou seis horas.

 

Messias foi acusado de participação de suposto esquema de corrupção, tido como o maior da cidade, que movimentou irregularmente, entre 2

6 e 2

8, cerca de de R$ 7 milhões do Legislativo. Os acusados são Osvaldo Barbosa (PSDB) - que renunciou ao mandato – e abriu a possibilidade para Messias assumir em 23 de outubro do ano passado. 

 

Os dois são réus em ação civil pública movida pelo Ministério Público por serem responsabilizados pelas irregularidades quando eram presidentes da Câmara. 

 

Para praticar as irregularidades, os dois tiveram a ajuda do contador José Cláudio Ribeiro e de ao menos dez empresas, algumas fantasmas, que emitiam notas fiscais frias, segundo o promotor Adelino Lorenzetti Neto. Ribeiro está afastado do cargo por licença médica, desde quando estourou o escândalo político.

 

Em 2

6, Messias, que presidia a Câmara, sacou mais de R$ 1,5 milhão na ‘boca do caixa’ na agência

327 da Caixa Econômica. No ano seguinte, o presidente era o Barbosa. Ele sacou quase R$ 1,8 milhão e, em 2

8, o saque diminuiu. Foi de: R$ 1.

87.228,14. 

 

Após a leitura do parecer da Comissão Processante, cinco vereadores se manifestaram pela cassação do mandato. O vereador Fauez Salmen (PSDB) foi o único, dos quatro contra a cassação, que usou a tribuna em defesa de Messias. 

 

 

 

“Acusação injusta”

 

Messias negou envolvimento no desvio de cerca de R$ 7 milhões. Ele ocupou durante duas horas a tribuna do Legislativo. Se considerou injustamente por suposto prejulgamento da mídia. O peemedebista alegou que a perícia contábil não comprovou seu envolvimento nos desvios e nem na movimentação do dinheiro.  Messias justificou com documentos da Caixa Econômica Federal que a movimentação de dinheiro era referente a resgate de aplicação financeira, e que o dinheiro nunca teria saído da conta da Câmara Municipal, e nem  para uso pessoal. 

 

Alegou também que o Tribunal de Contas aprovou as suas contas e não apontou desvio de dinheiro. Na sessão, o peemedebista citou que o único apontamento foram gastos com sessões extraordinárias e que apresentou recurso.

 

Com relação aos R$ 7 milhões, Messias afirmou que o perito contador criminal da Policia Técnica da Polícia Civil de Marília se equivocou ao confundir os extratos bancários e considerou depósitos não oficiais, em sua gestão, R$ 3.116.179,74, sendo que o repasse oficial da prefeitura é de R$ 3,5 milhões.  O peemedebista, no entanto, continua réu em ações na Justiça de Ourinhos por improbidade administrativa. 

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