A Mocidade Independente da Vila Falcão, uma das mais antigas agremiações e campeã por 13 vezes, enfrentou problemas durante o desfile. Segunda agremiação a passar pela passarela e primeira escola, teve intenção de retratar a história do samba, com o enredo “Muito Prazer, eu sou o Samba”.
Contudo, apesar de não estar competindo nesta edição do Carnaval, a Mocidade - na condição de convidada - fez uma rápida atuação, com aproximadamente 3
minutos, sem carro alegórico, sem comissão de frente e com apenas três sambistas na ala das baianas.
Segundo a comissão organizadora da Secretaria de Cultura, a escola desrespeitou vários itens do regulamento.
Os integrantes não chegaram a totalizar 1
, segundo contagem da comissão. O primeiro secretário da escola, André Sequeira, justificou: “Ficamos sem ônibus para buscar os integrantes. Alguns foram desistindo e tivemos que buscar transporte próprio”, lamentou.
O carro alegórico, segundo a organização da escola, quebrou ainda na quadra.
No entanto, a união entre osfoliões mostrou a força da escola, que retratou muito bem a origem do samba nas favelas, com abuso das cores verde e amarelo. O destaque também ficou para a bateria. “Fizemos uma mistura de ritmos vindos da favela”, disse o mestre de bateria Fião.“Mostramos nossa alegria e nossa união, apesar dos imprevistos”, disse André.
Segundo o secretário de Cultura, Elson Reis, o fato de a Mocidade ter descumprido algumas regras previstas no regulamento poderá fazer com que a escola não desfile em 2
13. “No entanto, ainda vamos apurar junto à comissão organizadora os itens prejudicados”.