Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

CURYNHO

 

O médico e tenista Carlos Eduardo Cury (Curynho), depois de cirurgia para colocação de prótese no joelho esquerdo, no ano passado, passou recentemente, por nova cirurgia para colocação de outra prótese de joelho, agora na perna direita. Em pouco tempo estará dando os primeiros passos. “Curyó’’, como é chamada pelos amigos mais antigos, foi um dos grandes tenistas do BTC e de Bauru no passado. Se com problemas nos dois joelhos, já era um adversário difícil de ser batido nas tradicionais “dupladas” do BTC, quando se recuperar totalmente então...   

 

 

SE DESTACANDO

 

O tenista bauruense Bruno P. Flora Pinto, de apenas 11 anos, vem se destacando em torneios paulistas na categoria 11MB. Depois de vencer o federado de Avaré, no último final de semana Bruno foi vice-campeão no Torneio Aberto do Tênis Clube de Sorocaba.

 

 

 

COPA DAVIS - RIO PRETO

 

O confronto entre Brasil e Colômbia pela final do Zonal Americano da “Copa Davis” marcado para os dias 6,7 e 8 de abril, será realizado no “Harmonia Tênis Clube”, de São José do Rio Preto. Acertou, quem decidiu pelo Harmonia de Rio Preto: um clube essencialmente de tênis, com uma bela estrutura, além da experiência de ter realizado alguns torneios da categoria “challenger”. Certamente o evento será um sucesso.  

 

 

 

DOIS VICES

 

O Brasil obteve dois segundos lugares nas duplas em dois grandes torneios na semana passada. No ATP 5

, disputado em Memphis (EUA), que distribuiu US$ 1.155,

em prêmios, Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig, foram vice-campeões ao perderem na final para os experientes Max Mirnyi (Bielorrússia)  e Daniel Nestor (Canadá) por 2 sets a 1. No ATP 25

de Buenos Aires, André Sá e o norte-americano Eric Butorac, perderam na final para os espanhóis David Marrero e Fernando Verdasco, por 2 sets a

.

 

 

 

APOSENTANDO

 

Na semana passada, lemos a noticia que o argentino José Acasuso, ex “top 2

” do mundo, hoje aos 29 anos, está deixando o circuito profissional de tênis. Outra possível noticia de aposentadoria veio do sueco Robin Soderling, ex “top 5” do mundo e atual 24º, por não se recuperar adequadamente de uma mononucleose que o afastou das quadras desde julho passado. Soderling diz que nos últimos meses, o maior tempo que ficou dentro de uma quadra foram 15 minutos, mas diz que, por outro lado, encontrou a paz que não tinha antes: “Posso viver um dia inteiro sem estresse”, se referindo à pressão que os jogos causam aos jogadores. Soderling tem 27 anos.

 

 

 

FICÇÃO OU REALIDADE?

 

No último sábado, na novela “A Vida Da Gente’’ da Rede Globo, a personagem Ana, vivida por Fernanda Vasconcelos, que retrata a história de uma tenista profissional que depois de um acidente teve que deixar as quadras, disse coisas que muito acontecem na realidade. Em desabafo com sua avó, a personagem Ana diz: “Essa projeção que tive com o tênis, que para muita gente parecia uma coisa bacana, para mim aquilo tinha um lado pesado, pois ser uma campeã sempre, primeiro lugar em tudo, passou a ser uma obrigação e isso me afastava das crianças normais. Era como se a minha vida não fosse minha , era como se eu fosse alguma coisa feita para agradar a minha mãe”. Fatos como esse são bastante comuns na realidade. Pelos longos anos que vivi dentro das quadras e, atualmente do lado de fora, já presenciei muitos pais querendo (mesmo que inconscientemente) que seus filhos alcancem o que eles próprios foram incapazes de alcançar. O resultado disso é que muitas dessas crianças, mesmo aquelas com grande futuro, acabam deixando o tênis precocemente. 

 

 

DICA

 

Muitos profissionais, atualmente, se utilizam do saque tipo “American Twist” ou “Kick Serve”, que são a mesma coisa. Esse tipo de saque, faz a bola subir muito ao quicar na quadra adversária; porém são de difícil execução, além de que, para muitos, causam problemas nas costas, em específico, na coluna lombar. Entre os tenistas amadores, ou mesmo entre os profissionais, quando jogando em quadras de grama ou muito rápidas, o saque “slice” (cortado, que faz com que a bola deslize para fora da quadra ao tocar no solo) pode ser uma melhor opção.  O saque “slice” é também de grande dificuldade para a devolução, pois obriga o adversário a se deslocar muito, lateralmente, para retornar a bola, e é um saque de maior facilidade na execução;  basta que: 1- O jogador segure a raquete como se fosse bater uma esquerda (backhand), com efeito  “top spin”. 2- O jogador alinhe os ombros de modo que o ombro do braço que não empunha a raquete esteja apontado para o local onde tem a intenção de mandar a bola. 3- O jogador lance a bola mais para a direção do “poste” que sustenta a rede e não para dentro da quadra.  4- Explicando: Se a bola fosse o rosto de uma pessoa, bata na orelha direita (para os destros), ou seja, na lateral da bola e ao mesmo tempo para frente, caso contrario você só conseguirá o efeito “slice”, porém a bola não irá para a frente. Caso consiga um bom saque “slice”, fique atento com a devolução na paralela, pois seu adversário terá que se deslocar lateralmente para pegar a bola e, muitas vezes, por chegar atrasado, só lhe restará devolver na paralela. 

 

 

CURIOSIDADE

 

Se em torneios de grande porte o Brasil ocupa a 2

ª posição, com Gustavo Kuerten e seus 2

títulos, em ranking que é encabeçado pelo americano Jimmy Connors, com 1

9 títulos, onde se listam os maiores ganhadores da história, em torneios de pequeno porte estamos quase na ponta. No final dessa semana, o tênis brasileiro pode igualar um recorde. Caso vença o torneio “challenger” que está sendo disputado em Florianópolis, com US$ 75 mil de premiação, o brasileiro Ricardo Mello irá igualar a marca do japonês Takao Suzuki, maior vencedor da história em torneios da serie “challenger”, com 16 títulos.

 

Comentários

Comentários