O esporte brasileiro passará por uma profunda modificação após o País promover as Olimpíadas de 2
16 no Rio de Janeiro, no entendimento do medalhista olímpico o ex-jogador de vôlei Marcelo Negrão. Junto com Paulão, que também foi campeão em 1992 nas Olimpíadas de Barcelona, na Espanha, quando estiveram na equipe que ficou conhecida como a “geração de ouro”, conquistando a primeira medalha de ouro para o Brasil, ele participou, na tarde de ontem, de um bate-papo com os calouros dos cursos de fonoaudiologia e odontologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP), integrando a programação da universidade para recepcionar os novos alunos. Os atletas vieram a convite do programa Embaixadores do Esporte, uma iniciativa do Banco do Brasil.
Negrão afirma que falta investimento no esporte e carência que ficará evidente em 2
16, principalmente nas modalidades que não são profissionalizadas. “Numa Olimpíada é ali que a gente vê o resultado do investimento que teve dentro do seu país. A gente sabe que precisa melhorar muito. Vamos ver uma competição de perto e isso irá mexer com os brios dos empresários”, define.
O voleibol brasileiro é uma exceção no entendimento de Paulão. O jogador avalia que a modalidade, atualmente, é um exemplo de sucesso. Para Marcelo Negrão, as medalhas de prata (Los Angeles, em 1984) e ouro (Barcelona, em 1992) fizeram o vôlei deslanchar no País e se tornar o segundo esporte do brasileiro, ficando atrás somente do futebol. Paulão argumenta que o Brasil tem peças de reposição e tem conquistado títulos também nas categorias de base.
Organização
Para os dois ex-atletas, será extremamente positivo o Brasil promover as Olimpíadas. Marcelo Negrão acredita que todos os preparativos estarão prontos até 2
16. “A gente sabe que o brasileiro costuma fazer as coisas de última hora e sempre dá certo”, pontua Marcelo Negrão. Paulão destaca que os profissionais brasileiros farão uma excepcional Olimpíadas.
Paulão está com 48 anos e investe na carreira de técnico de voleibol. Ele é treinador de uma equipe do município gaúcho de Canoas, time que disputa a divisão de acesso à Superliga. Marcelo Negrão está com 39 anos e estuda uma proposta para ser comentarista esportivo.
Paulão é dono de uma carreira de 2
anos no vôlei dos quais dedicou 16 a vestir a camisa da Seleção Brasileira em três Olimpíadas e foi campeão brasileiro e da Liga Mundial. O ápice foi a conquista do ouro Olímpico em Barcelona em 1992.
Marcelo Negrão tem o privilégio de ser o responsável pelo último ponto de saque na vitória do Brasil sobre a Holanda na final dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Em 1993, conquistou a medalha de ouro na Liga Mundial, título que ganhou novamente em 2
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