Ribeirão Preto - Um adolescente de 15 anos diz ter ficado dois meses com uma bala alojada na cabeça sem ter se dado conta de que havia levado um tiro. O menino conta que brincava na rua de sua casa durante as festas de Ano Novo, em Ribeirão Preto (213 km de Bauru), quando ouviu um barulho forte e sentiu algo atingir sua cabeça. “Eu coloquei a mão na cabeça, vi que tinha um galo grande e que estava sangrando”, disse.
Como era noite de Réveillon, ele supôs que o barulho fosse o estouro de um rojão e não considerou a possibilidade de ter acabado de tomar um tiro. “Pra mim, era uma pedra que jogaram”, afirmou.
Logo em seguida, sua avó fez um curativo e, durante dois meses, ele diz ter levado a vida sem se incomodar com o projétil que trazia na cabeça. “Eu jogava bola, ia para a escola. Não incomodou.”
Na última quarta-feira, o garoto foi levado à Santa Casa de Ribeirão. Não porque sentisse algum incômodo, diz ele, mas porque seu pai se preocupou com o “galo” que nunca se curava.
No hospital, confirmou-se: o menino tinha uma bala alojada no crânio. Foi realizado o procedimento de retirada e o garoto voltou para casa no mesmo dia.