Internacional

Cruz Vermelha espera entrar em Homs em meio a massacre sírio

Reuters
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A Cruz Vermelha esperava entregar uma vital quantidade de produtos de ajuda humanitária na cidade de Homs neste domingo, mas as tropas sírias ainda estão impedindo a entidade de ingressar na cidade, apesar da permissão do governo, três dias depois de os rebeldes terem sido expulsos de seu reduto.

"Temos luz verde, esperamos entrar, esperamos que hoje seja o dia", afirmou o porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Damasco, Saleh Dabbakeh, que não deu mais detalhes sobre as negociações com as autoridades sírias.

"Estamos muito preocupados com as pessoas em Baba Amro", afirmou, referindo-se ao isolado bairro de Homs. Depois de um mês de bombardeios pelas forças do presidente Bashar al-Assad, aumentaram as preocupações com os civis feridos, famintos e que sofrem com o frio em Homs. Ativistas da oposição afirmaram que os membros do programa de ajuda humanitária estão sendo proibidos de entrar para que não vejam os "massacres" do Exército sírio.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou na última sexta-feira que recebeu "relatos terríveis" de que as tropas estão executando e torturando pessoas em Homs, depois de os insurgentes terem abandonado suas posições.

O governo afirma que está combatendo terroristas apoiados por países estrangeiros, a quem culpam pela morte de centenas de soldados e policiais em todo o país.

A ONU afirma que as forças sírias já mataram mais de 7.500 civis desde março passado, quando começou a revolta contra as quatro décadas de poder da família Assad.           

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