Política

Campanha eleitoral já começou na Câmara Municipal

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

O vereador José Roberto Segalla (DEM) endureceu os ataques a Rodrigo Agostinho (PMDB) na sessão legislativa de hoje, dizendo que sua palavra poderia não ter mais valor caso ele confirme, em resposta a questionamento oficial, o que já disse ao Jornal da Cidade, a origem do Refinanciamento Fiscal (Refis) dos R$ 5,7 milhões destinados a investimentos no abastecimento e na frota do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

 

“Como acreditaremos que o senhor não vai deixar a prefeitura, em 2

14, para a companheira Estela [vice-prefeita Estela Almagro (PT)] para concorrer a deputado?. Palavra é a coisa mais importante que um ser humano pode ter”, provocou o parlamentar.

 

Isso porque o prefeito assinou ofício condicionando a aprovação do Refis pela Câmara à destinação dos recursos arrecadados ao Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE). No entanto, o problema de falta de água fez com que o direcionamento mudasse e os vereadores votaram sem se atentar a isso, apesar da publicidade dos fatos pelo Jornal da Cidade.

 

Coube a Renato Purini (PMDB) tentar explicar a decisão do governo municipal, embora sem convicção, pois nem ele mesmo detinha as informações a respeito na votação do projeto que autorizou o repasse financeiro ao DAE, na semana passada. O parlamentar atacou também as faixas de agradecimento ao prefeito pelas obras da avenida Mário Mattosinhos, liberada para o tráfego na última sexta-feira.

 

A colocação das faixas na avenida Getúlio Vargas foi noticiada pelo Jornal da Cidade na edição de sábado, mas o prefeito negou a autoria ou o conhecimento de quem foi responsável pela fixação do material. No entanto, Segalla diz que Rodrigo foi conivente com o que chamou de ‘ostensiva publicidade’. “Se não está antecipando a campanha nem praticando proselitismo em causa própria, deveria mandar retirar aquelas faixas imediatamente, pois estão em logradouros públicos. Isso é proibido”, enfatizou. O vereador deve levar o caso ao Ministério Público Eleitoral ainda hoje. 

 

Como adiantou o Jornal da Cidade na edição de ontem, Marcelo Borges (PSDB) levantou na Câmara Municipal a discussão sobre o possível crime eleitoral cometido por Roberval Sakai (PP), Rodrigo Agostinho e Renato Purini ao discutir alianças político-partidárias em reunião dentro da Companhia de Habitação Popular (Cohab), junto ao presidente Édison Gasparini. 

 

Sakai pediu a palavra e afirmou que nunca faria isso e, como presidente do Legislativo, tem acessos a todos os órgãos da administração. No entanto, o vereador não desmentiu, à época, a publicidade do encontro, realizado no dia 24 de fevereiro, após a veiculação no Jornal da Cidade. Até porque, duas semanas depois, o PP formalizou apoio à reeleição do prefeito.

 

Com seis votos contrários, foi aprovado ontem o projeto de autoria de Paulo Eduardo de Souza (PSB), que tem com o objetivo garantir a fiscalização de órgãos e autarquias do poder público municipal pelas entidades da sociedade civil.

 

Marcelo Borges e José Roberto Segalla voltaram a defender a inconstitucionalidade e a inocuidade da proposta, já prevista pela Constituição Federal. 

 

A Comissão de Justiça havia barrado o projeto, mas o parecer foi derrubado em plenário. Além disso, os vereadores deverão aprovaram concessão real de uso de áreas distritais para duas empresas: Souzinca – Indústria e Comércio de Galvanoplastia Ltda. ME e WFB – Comércio, Importação, Exportação e Representação Ltda. 

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