Cultura

Autor de ?Ponto Chic? defende criação do bauru em 1936


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O autor do livro “Ponto Chic: Um Bar na História de São Paulo”, o jornalista Angelo Iacocca, defendeu sua versão de que a data “oficial” de invenção do sanduíche bauru foi o mês de novembro de 1936, conforme o JC divulgou em sua edição de ontem.

 

Informado pelo JC de que o historiador Luciano Dias Pires, editor do suplemento Bauru Ilustrado, do Jornal da Cidade, aponta data diferente para o surgimento do lanche (Dias Pires considera que o famoso sanduíche tenha sido criado somente a partir de 1937 por Casimiro Pinto Neto), Iacocca sustentou, ontem, seu raciocínio alegando ter se baseado em depoimentos de pessoas que presenciaram o “momento” da criação do bauru.

 

“Ao longo de quase dois anos, pesquisei matérias em jornais e gravei depoimentos de antigos frequentadores do Ponto Chic, alguns deles colegas de Casimiro Pinto Neto na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Assim, foi possível definir a data que parece ser a mais coerente, baseada na versão de Rosário Benedicto Pellegrini, reproduzida na página 61 do livro. Todas as outras versões estão totalmente fora de época e do contexto que envolve a criação do sanduíche”, argumentou Iacocca. E destacou:

 

“Todas as versões reproduzidas no livro são baseadas em depoimentos de pessoas contemporâneas de Casimiro Pinto Neto na Faculdade de Direito, além de assíduos frequentadores do Ponto Chic. Todas essas pessoas afirmaram que presenciaram o ‘momento’ da criação do bauru. Ocorre que, pela idade, alguns foram estudantes de Direito no final dos anos 193

ou início dos anos 194

e, portanto, nem todas essas versões refletem a realidade.”

 

Já sobre a versão apresentada pelo historiador bauruense, Iacocca comentou ter conhecimento do livro citado por Dias Pires – chamado de O Livro das Mãezinhas, de Wladimir de Toledo Piza – como a obra em que Casimiro Pinto Neto se inspirou para criar a receita do bauru. “Até onde sei, o Casimiro fez aquela brincadeira das proteínas e das vitaminas baseado nas informações contidas  num pequeno livreto orientando a respeito da alimentação de crianças, escrito por Wladimir de Toledo Piza e distribuído pela Secretaria da Saúde. Não sei precisar se esse livreto foi editado antes ou depois de 1936. Como já disse, por uma questão de aproximação com a realidade dos acontecimentos da época, optei pela versão de Rosário Benedicto Pellegrini e considerei o mês de novembro de 1936 como a data da criação do bauru”, concluiu Iacocca.

 

Para justificar sua versão, Dias Pires alegou que como a primeira edição do “Livro das Mãezinhas” teria sido publicada em 1937, a invenção do sanduíche bauru por Casimiro Pinto Neto só poderia ter ocorrido a partir desta data.

 

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