Política

Rodrigo espera dinheiro do esgoto até segundo semestre

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Não é novidade que o tratamento de esgoto em Bauru deve ser tratado como prioridade. Nesse sentido, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) afirmou que pode esperar até o segundo semestre deste ano pelos prometidos recursos a fundo perdido, oriundos do Governo Federal, para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Caso contrário, o chefe do Executivo não vê alternativa, senão a concessão do serviço.

 

Na semana passada, Rodrigo, a vice-prefeita Estela Almagro (PT) e parte do corpo técnico do Departamento de Água e Esgoto (DAE) participaram de reunião no Ministério das Cidades, em Brasília, para discutir a viabilidade da liberação do dinheiro. O custo da obra é estimado em R$ 12

milhões. No entanto, o município já conta com cerca de R$ 45 milhões, arrecadados pelo Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE).

 

O prefeito garante que está animado e confiante na conquista dos recursos necessários junto a Brasília.  O município assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), se comprometendo a tratar o esgoto da cidade até 2

15. Afinal, a cidade é a maior poluidora de rios do Estado de São Paulo, ‘perdendo’ apenas para a região metropolitana da capital.

 

Caso o dinheiro não venha, como espera Agostinho e o PT de Estela Almagro, o prefeito terá que recorrer à concessão do serviço, dando forças à tendência de que a Sabesp adentre à prestação de serviços em Bauru. A medida, porém, foi criticada pelo então candidato a prefeito nas eleições de 2

8, quando atribuiu ao concorrente Caio Coube (PSDB) o projeto de privatização do DAE. “Dá para esperar até o segundo semestre”, diz agora o ambientalista, em seu último ano de mandato.

 

 

 

Otimismo

 

Apesar de admitir a possibilidade de concessão do serviço de tratamento de esgoto, Rodrigo Agostinho evita falar sobre o espinhoso assunto. O prefeito afirma que as chances de Bauru ser contemplada por um edital prometido pelo Ministério das Cidades é muito grande. “Não acredito que o governo não publique esse edital porque tem sido forte a pressão de deputados para a liberação de recursos ao município”, afirma.

 

Além disso, o chefe do Executivo conta que, na última reunião, foram apresentados ajustes ao projeto técnico da estação de tratamento a partir de apontamentos do próprio Ministério. “Tudo o que fizemos foi aceito. Podemos dizer que já temos um projeto aprovado”, pontua.

 

Outro fator favorável ao município seria o fato de parte do dinheiro já ter sido arrecada pelo FTE ao longo dos últimos quatro anos. “O Ministério quer entregar os recursos para as cidades que já possam começar as obras imediatamente. Nós já temos tudo, desde o projeto até a área para a obra”, diz animado.

 

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