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No último dia, tucanos focam redutos


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São Paulo - O ex-governador José Serra e o secretário estadual José Aníbal (Energia), nomes que polarizam a disputa pela candidatura do PSDB à Prefeitura de São Paulo, usaram o último dia antes das prévias para fazer campanha nas regiões em que o adversário tem mais votos. 

 

Aníbal dedicou a manhã de ontem a reuniões na zona leste, na qual Serra consolidou vantagem entre os líderes locais. Já os apoiadores do ex-governador centraram fogo na região sul, onde Aníbal e o terceiro pré-candidato, o deputado Ricardo Tripoli, têm mais votos. 

 

Enquanto Serra permaneceu no escritório telefonando para lideranças, um grupo coordenado pelo presidente municipal da sigla, Julio Semeghini, pedia votos para o ex-governador de porta em porta na região sul. 

 

Anteontem, Serra evitou aparições públicas. Ele falou por telefone com eleitores e só interrompeu a agenda política para uma consulta médica. No hospital, acabou fazendo uma minipalestra para cerca de cem alunos de medicina. 

 

Aníbal fez um bate-papo com cerca de 2

militantes na internet. O secretário disse que vai acompanhar a votação do governador Geraldo Alckmin - que já declarou apoio a Serra, seu adversário.

 

 

 

‘Pelo amor de Deus’

 

O presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, afirmou ontem pela manhã em Ribeirão Preto que o ex-governador José Serra está tendo que pedir “pelo amor de Deus” para que os militantes tucanos o escolham como o nome do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo. 

 

“Imagine José Serra, que já foi governador, foi prefeito, metido Serra, está pedindo voto para militante. Porque militantes têm que ser privilegiados (...) Hoje Serra encontra (o militante) e (pede): “pelo amor de Deus, vote em mim”, afirmou Tobias durante o encontro, na Câmara Municipal de Ribeirão. 

 

Depois de se dirigir aos militantes, a reportagem o questionou sobre a declaração e sobre a expressão “metido Serra”. “Isso é democrático, prévia é diferente (...) Eleição dentro é diferente de eleição fora do partido. O Serra não é chegado a militante, está achando dificuldades.” 

 

O tucano afirmou que muita “gente grande” do partido se movimentou em favor da candidatura de Serra na reta final e que, se as prévias não tivessem sido adiadas, o ex-governador tinha “grandes chances de não ser escolhido”. 

 

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