Nacional

Bando rouba, mata casal e põe fogo na casa


| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O empresário Nemias Domingos da Silva, 68 anos, e a engenheira Dafne Filellini, 55 anos, foram mortos a facadas na noite de anteontem na casa onde moravam, em um condomínio de classe média alta, em Jandira, Grande São Paulo. Os bandidos ainda atearam fogo à residência das vítimas. Segundo a polícia, o mentor do crime é o sócio de Silva em uma confecção, Samuel de Moraes Soares, 28 anos.

 

Soares teria criado um plano para se vingar do sócio por causa de um desentendimento e da vontade de Silva de romper a sociedade na confecção. Ele incentivou um amigo, Silas dos Santos Novaes, 22 anos, a formar uma quadrilha para invadir a casa de Silva. Ele falou que o empresário tinha R$ 2

mil e duas armas guardadas na residência. Novaes, que também prestava serviços de entrega na confecção, chamou os amigos Agenil Jacinto de Freitas Neto, 34 anos, Joel Antonio Vieira, 32 anos, e Wesley Freire de Sales, 21 anos, para participar do assalto.

 

Por volta das 18h3

de quinta-feira, Sales cortou a cerca elétrica, invadiu a casa e, no jardim, dominou a engenheira, simulando o uso de uma arma. Ele facilitou a entrada do restante do bando, que encontrou Silva deitado no sofá da sala.

 

Eles perguntaram onde estavam escondidos os R$ 2

mil e as armas. O casal disse que não havia dinheiro nem armas no local. Os ladrões não acreditaram e começaram a revirar a residência em busca do dinheiro. Levaram cerca de três horas para descobrir que o empresário e a engenharia diziam a verdade.

 

Como esperavam encontrar armas na casa, não levaram nem sequer um revólver para praticar o assalto. Usaram duas facas de cozinha para matar Silva e Dafne. Ela foi a primeira a morrer, esfaqueada por Freitas Neto.

 

Eles resolveram fugir, deixando para trás o empresário com vida. No quintal, porém, decidiram que não seria interessante deixá-lo vivo. Como foi entregador na confecção, Novaes temia ser reconhecido. Os bandidos resolveram voltar para matá-lo. “Um detalhe é que eles também não sabiam como ligar o Mercedes de Silva, e perguntaram para ele como fazer isso (antes de matá-lo)”, disse a delegada assistente de Jandira, Patrícia Barros, responsável pelo caso.

 

Novaes ficou incumbido de matar o empresário, mas disse que não sabia como fazer isso com uma faca. Freitas Neto decidiu ensiná-lo e apunhalou o empresário no peito várias vezes. Depois, cortou seu pescoço.

 

Antes de ir embora, usaram a gasolina de um gerador de energia para atear fogo à casa. Eles temiam deixar vestígios que pudessem identificá-los. Os corpos foram encontrados depois pela perícia, no quarto, carbonizados.

 

Durante uma ronda, a Guarda Civil de Jandira estranhou os bandidos. Na delegacia, todos disseram que Soares foi o mentor do crime. A polícia chamou o suposto mandante dos assassinatos. Soares confirmou que havia comentado sobre os bens de Silva e disse que Novaes teria demonstrado interesse em invadir a casa. Ele nega, no entanto, qualquer envolvimento. Todos foram autuados por latrocínio (roubo seguido de morte), formação de quadrilha e por provocar incêndio. 

 

Comentários

Comentários