Na ciência não tem espaço para achar ou simplesmente simpatizar-se com um objeto ou alguém. Na ciência aplicam-se métodos e avaliações criteriosas, quase sempre numéricas e testadas. Quando achamos alguma coisa ou pessoa bonita, tem uma razão de ser. Os grandes artistas, arquitetos e escultores desde antes de Cristo já aplicavam em suas obras o conceito da proporção áurea ou divina.
A face da Monalisa tem uma altura 1,6 vezes maior que sua largura. Na natureza, o bonito está dentro da proporção áurea ou 1,618. Analise a face, boca, braços, corpos, monumentos e objetos: o que se achar agradável aos olhos, tem esta proporcionalidade.
Esta observação começou com o filósofo grego Pitágoras entre 570 a 500 anos a.C. que utilizava a proporção áurea para explicar a harmonia entre a alma e o cosmo. Esta proporcionalidade de 1,618 passou a ser utilizada na construção de templos, palácios e pirâmides.
Na Monalisa as pessoas se encantam quase que inexplicavelmente, mas Leonardo da Vinci aplicou a proporção áurea na sua obra prima. Acredita-se que a proporção áurea era conhecida pelos sacerdotes egípcios que a aplicara na concepção das pirâmides.
A beleza representa uma harmonia proporcional nas relações numéricas e geométricas aplicada em quase todos os desenhos industriais e concepção de novos produtos e padrões propostos à sociedade. O escultor grego Fídias usou e abusou da proporção áurea em suas obras e, em sua homenagem, a letra grega fi ou f a simboliza. A proporção áurea foi assim chamada por Da Vinci, mas Kepler a chamou de secção divina e Pacioli de proporção divina.
No livro Código da Vinci, a trama utiliza-se da chamada série numérica de Fibonacci ou 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987... Nela, o número analisado é a soma dos dois anteriores e a divisão deste número pelo número anterior da sequência tem como resultado a proporção áurea 1,618.
Fibonacci propôs esta série em 1202 quando era considerado o maior matemático europeu da idade média. Seu nome verdadeiro era Leonardo de Pisa, o filho de Bonacci ou Filius Bonacci; foi ele que introduziu o números arábicos na Europa substituindo os números romanos. Ao introduzir sua série numérica inteligentemente utilizou como exemplo uma criação de coelhos a partir de um casal sexualmente maduro e isolado. Se nenhum coelho morrer e que sempre se reproduza ao menos um par de coelhos todo mês, teremos a sequência de Fibonacci na forma de animais. A série de Fibonacci também foi demonstrada na reprodução das abelhas em uma colmeia isolada.
Se analisarmos a natureza, em quase tudo a distribuição das estruturas segue a proporção áurea e aplica-se a série de Fibonacci. A distribuição dos galhos das árvores, das pétalas da flores, das sementes e assim sucessivamente obedecem a proporção áurea de forma encantadora. As folhas ao longo de um galho, em 90% das plantas, se localizam obedecendo esta proporcionalidade, nunca ficam uma embaixo da outra, pois se posicionando 1,618 abaixo e ao lado da outra folha, a água da chuva atingirá a todas sequencialmente! Isto é maravilhoso!
As conchas e caramujos superpõem suas camadas em proporções de 1,618 em uma espiral perfeita e infinita; o mesmo acontece nos chifres e nos ossos. Estudos na psicologia revelam a preferência estética, a atração e a apreciação da beleza quando se encontra formas com proporção áurea. Faça um teste: quem ou o que você acha bonito e veja a proporção em que as partes se distribuem.
Na anatomia temos vários exemplos de proporção áurea sugerindo até que o criador aplicou este método de construção e design de forma sistemática. Na área da medicina e odontologia estética, este tema desperta muito interesse e aplicabilidade, especialmente na cirurgia plástica, ortodontia, cirurgia ortognática e estética dentária.
Na reconstrução e correção das partes anatômicas, quando profissionais planejam o que fazer a partir de medidas do conceito de proporção áurea, raramente desagradam seus pacientes no final.
Confiram: ao nascer o umbigo divide o corpo em partes iguais, mas depois dos 13 anos, o umbigo divide o corpo na proporção áurea: a parte inferior é 1,618 vezes a superior! Entre o queixo e umbigo, o braço estendido horizontalmente determina a mesma proporcionalidade de 1,618. Na face, o nariz, boca e olhos tendem a seguir a mesma proporção: a beleza não é subjetiva, é matemática ... e divina!