Regional

Polícia apura ?atentado? contra agente

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí – A Polícia Civil de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) investiga suposto “atentado” contra um agente penitenciário de 58 anos, que trabalha na Penitenciária I do município. Ele alega que, na madrugada de domingo, teve a casa invadida por três homens, que o agrediram e atearam fogo em seu corpo. Porém, a polícia não descarta outras hipóteses. A vítima está internada em estado grave no Hospital Estadual (HE) de Bauru.

 

O agente penitenciário – que não terá a identidade revelada por razões de segurança – mora sozinho em uma residência no bairro Pirajuí C e faz uso de medicamentos de uso controlado. A reportagem do JC apurou que, por volta das 4h3

, ele chegou à base da Polícia Militar (PM), no Centro da cidade, dirigindo seu próprio carro – um Fiat Palio – e pedindo ajuda. O homem apresentava queimaduras de natureza grave em toda a parte superior do corpo.

 

De acordo com o delegado César Ricardo do Nascimento, a vítima contou aos policiais militares que foi surpreendida por três homens com capacetes na cabeça quando saía para trabalhar. “Ele estava até com uniforme de agente penitenciário”, diz. O homem alega que foi violentamente agredido pelo trio que, na sequência, teria espalhado gasolina pelo corpo dele, ateado fogo e fugido.

 

Com queimaduras nos braços, tórax e rosto, o agente penitenciário foi inicialmente socorrido à Santa Casa do município. Ontem, ele foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HE, onde permanecia internado inconsciente até o fechamento desta edição. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, o homem teve queimaduras em 8% do corpo e respira com a ajuda de aparelhos.

 

O delegado informou que o caso foi registrado como tentativa de homicídio. No local, foi apreendida uma garrafa com gasolina e um pano embebido no combustível. A partir de depoimentos de familiares da vítima, porém, outras hipóteses também estão sendo apuradas, entre elas a de tentativa de homicídio. “Segundo a família, ele tem problemas psiquiátricos e histórico de depressão”, diz. “Apesar de estar com uniforme, ele não vai trabalhar já há uns quinze dias”.

 

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