Damasco - O Conselho de Segurança da ONU pediu ontem que o ditador da Síria, Bashar al Assad, cumpra o prazo para o cessar-fogo em todo o país, previsto para amanhã. Durante confrontos ontem, data prevista para a retirada das tropas do regime e da oposição, pelo menos 52 pessoas morreram.
Em um comunicado lido pela embaixadora americana Susan Rice, o conselho manifestou o seu apoio ao enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan. Ele pediu que Damasco realize “uma mudança fundamental de curso” para acabar com o conflito antes das 6h de amanhã (meia-noite em Brasília).
Dirigindo-se à imprensa, Rice rejeitou a ideia de que o Conselho tenha estipulado um novo prazo para 12 de abril após ter deixado passar um primeiro limite. “Não vejo isso como uma nova data limite, a data limite era ontem”, afirmou, acrescentando: “a data limite passou e a violência continuou”.
Mortes
Ontem, pelo menos 52 pessoas morreram, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede no Reino Unido. Na lista de óbitos, estão 28 civis, 18 militares e cinco membros de forças rebeldes.
Seis civis morreram como consequência dos bombardeios contra o bairro de Jaldiyé e um sétimo morreu atingido por tiros no bairro de Bab Tadmor, em Homs (centro).
Outros oito perderam a vida na região de Aleppo (norte), sete na província de Hama (centro), quatro em Deraa (sul) e um em Deir Ezzor (leste) e em Damasco.
Onze soldados morreram em um ataque na região de Hassaka (noroeste), outros cinco em combates ocorridos em Aleppo e três perto da fronteira com a Turquia. Os óbitos de desertores aconteceram em confrontos nas regiões de Deraa, Homs, Hama e Aleppo.