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Londres inicia contagem dos 100 dias para a Olimpíada

Reuters
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LOCOG/ Divulgação

Contagem de 100 dias começou nesta quarta-feira

Os jardins botânicos de Kew Gardens recebem na primaveril manhã desta quarta-feira (18) a primeira de uma série de celebrações para marcar o início da contagem regressiva de cem dias para a Olimpíada de Londres. Um carvalho será plantado para simbolizar o papel da Grã-Bretanha no nascimento do movimento olímpico moderno, e gigantescos anéis olímpicos compostos de até 25 mil flores serão expostos.

             

No começo da tarde atletas britânicos e artistas que atuam no bairro do West End participam de um espetáculo em Trafalgar Square, o "West End Warm-Up".

             

Qualquer preocupação inicial sobre a capacidade britânica de realizar um evento global já foi deixada de lado há muito tempo, e no mês passado a organização local recebeu um entusiasmado elogio de um dirigente do Comitê Olímpico Internacional, Denis Oswald, que proclamou que "Londres está pronta para dar as boas-vindas ao mundo". "Não temos dúvidas de que esse verão será um verão como nenhum outro na Grã-Bretanha", acrescentou.

             

Mas um incidente neste mês - quando um intruso perturbou a tradicional disputa entre barcos de Oxford e Cambridge no rio Tâmisa - revelou os riscos inerentes a qualquer evento desse tipo. O trajeto da tocha olímpica pelo Reino Unido, que começa dentro de um mês, e as corridas de rua (maratona e marcha) durante os Jogos parecem especialmente vulneráveis.

             

Em entrevista à Reuters, o presidente do comitê organizador local, Sebastian Coe, disse que é preciso buscar um equilíbrio para garantir a segurança dos competidores, sem que os espectadores se sintam oprimidos pelas medidas de segurança. "Vamos acertar esse equilíbrio, temos de acertar esse equilíbrio. Não estou sendo remotamente desdenhoso nem particularmente inflamado sobre a natureza do que temos de fazer, mas vamos acertar isso."

            

Questionado sobre as críticas à realização de um evento desse porte em época de crise econômica, Coe disse que o argumento poderia ser válido se a Olimpíada fosse apenas uma grande competição esportiva.

             

"Mas claro que não é", disse. "Regeneramos no processo uma grande parte do leste de Londres, transformamos as vidas de muitos jovens vivendo no leste de Londres. Mais amplamente, temos a oportunidade de exibir este país diante de 4 bilhões de pessoas, não só no esporte, mas nas nossas comunidade culturais. Temos a capacidade para receber 200 países."          

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