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Após compromisso sobre cotas do FMI, Brasil defende pressão sobre os países avançados


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Nova York - O ministro Guido Mantega (Fazenda) diz já ter obtido o compromisso que o Brasil queria para o avanço da reforma de cotas do FMI, mas esperará até junho para revelar seu aporte na barreira global anticrise que o Fundo anunciou ontem. O objetivo é manter a pressão sobre os países avançados.


A barreira, um fundo para empréstimos para tranquilizar mercados diante da crise da zona do euro e acolchoar os países-membros em caso de repique, conta com ao menos US$ 430 bilhões.


Destes, US$ 360 bilhões são em valores já garantidos por alguns países e cerca de US$ 70 bilhões de outros que se limitaram a dar apoio sem falar oficialmente de valores, como os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e a Indonésia.


Brasília insiste em definir valores só quando os chefes de Estado do G20 se reunirem em Los Cabos (México) em junho, embora Moscou e Pequim tenham levado cifras à direção do Fundo.


O comunicado divulgado pelo G20 garante a continuidade da reforma, que dará mais poder aos emergentes.


“Está do jeito que queríamos”, disse o ministro. “Mas alguns países estão sempre colocando obstáculos. Se não, fica muito cômodo para os europeus receber o dinheiro e não fazer reforma.”


O Brasil quer a implementação das mudanças decididas em 2010, que precisam ser aprovadas pelos Legislativos de todos os países-membros -Alemanha e EUA ainda não o fizeram.


Mantega, porém, quer também compromisso sobre a etapa seguinte, quando a fórmula para cálculo das cotas será alterada. O Brasil quer que seja levado em conta apenas o PIB dos países.


Ontem, o secretário do Tesouro dos EUA, Tim Geithner, defendeu o aumento do peso do PIB no cálculo.


Embora o FMI tenha posto em quase US$ 70 bilhões as contribuições ainda não divulgadas pelo Brasil e por outros, Mantega insistiu que não foram detalhados parâmetros de valores pelos Bric.


“(O FMI fez) uma matemática transcendental. Devem ter bola de cristal. Estamos de acordo com o fortalecimento do fundo, vamos ajudar a chegar no total (US$ 430 bilhões), mas não tem mínimo”, afirmou, negando ações da Rússia e da China.


Mantega disse que algumas projeções estão sendo feitas com base na participação acionária atual no FMI.

 

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