Entrelinhas

Entrelinhas

Da Redação
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? Adiada e permanente

Não foi por falta de entusiasmo e motivos que a Marcha Contra a Corrupção em Bauru deixou de ser realizada ontem, no Parque Vitória Régia. Se houve alguma "deslealdade", foi do tempo. Por conta da chuva, o ato foi transferido para o próximo dia 5 de maio, também um sábado. Mas os jovens organizadores da manifestação não aguardarão a data em ?berço esplêndido?. Desde ontem, deram início ao processo de conscientização, que acontecerá em todos os locais e horários possíveis a partir de hoje.


? Artistas e militantes

Hoje, eles estarão presentes no projeto Jardim Cultural, no Bosque da Comunidade, para difundir a ideia de tornar hediondos os crimes contra a administração pública. Entre exposições de fotografias e quadros, malabares, teatro, música e dança, também lançam a proposta de definir o salário de parlamentares via plebiscito. O meio artístico, inclusive, é muito receptivo. Na Marcha também estavam previstas oficinas artísticas.


? No grito e ao tempo

O ato, que seria ao ar livre, não contaria, nem contará no dia 5, com estrutura capaz de proteger da chuva. A ideia é levar principalmente discursos capazes de provocar reflexão ao maior número possível de pessoas. O grupo continua com inscrições abertas para oficinas a serem realizadas no dia 5. Três dias antes, no dia 2, uma quarta-feira, realizarão uma reunião aberta na Praça das Cerejeiras, em frente à prefeitura. Começará às 14h e será acessível a quem quiser participar.


? Alívio para o DAE

A chuva de ontem foi um alívio para DAE porque foi capaz de inibir o consumo de água em algumas áreas. Abrir menos a torneira tem impacto no abastecimento de bairros que dependem de reservatórios. Quando estão cheios, a falta d?água fica mais distante. Um sistema ?meia-boca? não consegue atender a todos, principalmente moradores de regiões mais altas, onde a água precisa de mais pressão para chegar, apesar das bombas instaladas.


? Vida entre 3h e 6h

Com chuva ou sem chuva, moradores do Jardim Vânia Maria acordaram de madrugada para lavar roupa e louça, por exemplo. A água chega entre 3h e 6h e é neste horário que muitas mulheres pulam da cama para trabalhar. Pelo menos é assim na casa de José Carlos Posca, 70 anos. Desesperado, ele tomou banho em fonte, procurou vereadores e até o Ministério Público. "Mas estamos na mão de ninguém...", lamentou.


? Troca descartada

A substituição do presidente da autarquia, Fábio Lara, foi descartada ontem pelo prefeito Rodrigo Agostinho. De acordo com ele, o departamento passou recentemente por um choque de gestão, que resultou numa ?forte? mudança administrativa, com substituição de nomes. Ressalta que as alterações não são sentidas concretamente no curto prazo. Ainda assim, o chefe do Executivo não desconsidera novas alterações.


? Nem com o papa

Para Rodrigo, nem se o papa fosse chamado para presidir o DAE haveria um jeito de resolver as dificuldades da noite para o dia. Na opinião dele, justamente por falta de planejamento e gestão em anos anteriores a atual produção de água não é capaz de atender a demanda. Admite: não é possível retirar mais água do rio Batalha nem dos poços. Ou seja, temos mais gente do que água sendo produzida. Lamentável!

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