São Paulo - Em relatório divulgado ontem, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) pede punição a homicídios de jornalistas e afirma que a morosidade da Justiça estimula a impunidade no Brasil. No último dia de reunião em Cádiz, na Espanha, a sociedade destacou que ao menos três assassinatos de jornalistas brasileiros estão relacionados ao exercício da profissão.
“Governos de origem democrática, porém autoritários, utilizam os meios de comunicação estatais para perseguir e difamar a mídia independente”, diz o documento, citando em especial cinco países: “Venezuela, Equador, Argentina, Bolívia e Nicarágua enfrentam problemas comuns em mãos de presidentes arbitrários e intolerantes que tentam calar a imprensa crítica”.
O Brasil foi representado na Espanha por Paulo de Tarso Nogueira, consultor do jornal “O Estado de S. Paulo” e integrante da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP. A 68.ª Assembleia-Geral da SIP está marcada em São Paulo, entre os dias 12 e 16 de outubro.
Levantamento do Committee to Protect Journalists (CPJ) divulgado no último dia 17 indica que o Brasil é o 11.º país do mundo em que os assassinatos de jornalistas mais ficam impunes.