Após convocar uma audiência para mediar a situação dos funcionários da maternidade Santa Isabel, o Ministério Público do Trabalho de Bauru instaurou nesta sexta-feira, uma ação para impedir a demissão em massa dos funcionários que não estão de acordo com os padrões requeridos pela Fundação pelo Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).
Em janeiro, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru apresentou denúncia ao MP informando que a Secretaria de Estado da Saúde estaria em processo de negociação com a Famesp para formalização de contrato de gestão da Maternidade, até então sob administração e gestão da Associação Hospitalar de Bauru.
Relatou ainda a entidade sindical que, mesmo após inúmeras reuniões com os envolvidos, nada fora esclarecido em relação à situação dos mais de 200 empregados da Maternidade Santa Isabel, haja vista que a possível “troca de gestão” poderia acarretar a demissão em massa dos trabalhadores, por conta da necessidade de realização de processo seletivo para a contratação de empregados pela Famesp.
A ação pede para que a Famesp, ligada a gestão da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, que administrará a maternidade a partir de 1º de maio, assuma os contratos trabalhistas e readéquem os funcionários que não passaram no concurso realizado pela instituição.
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