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Na moda, ser diferente é bom


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Sou uma pessoa muito coxinha (certinha)." A VJ da MTV Jana Rosa, de 26 anos, nunca se achou descolada, nem foi das mais populares do colégio, em Araraquara, onde nasceu e viveu até vir para São Paulo, em 2006, para estudar moda. E aí descobriu que não era só uma "estranha" que sentava no fundo da sala de aula, mas, sim, diferente. Nos anos de faculdade, ela percebeu o segredo: no mundo fashion, ser diferente é bom.

Com o sucesso do blog "Agora que Sou Rica", ela ingressou no canal musical para participar do programa "It MTV", em 2010. Focada, ela parou de escrever para se dedicar à televisão.

E, se antes era figurinha frequente nas picapes de badaladas boates, deixou tudo para trás para se debruçar sobre um livro, ao lado da amiga Camila Fremder, com quem já trabalhou criando aplicativos para celular com dicas amorosas. "Tenho essa coisa de ser muito certinha, me dedicar totalmente nas coisas que faço."

Atualmente, na grade com o "Perua MTV", no ar todas as quartas, às 23h30, ela tenta mudar o visual de pessoas e, com isso, melhorar sua autoestima. Moda, acertos e erros fashion, redes sociais. O papo com Jana Rosa foi animado.


Reportagem - O programa era um especial nas praias e chegou à cidade. Como estão as coisas longe da praia?
Jana Rosa -
Quando o programa migrou, procuramos pessoas com maiores problemas. É autoajuda total.

Reportagem- Bom, na praia também não dá pra se aprofundar muito, né?
Rosa -
(Risos) Claro! É bem mais fácil. Era algo superficial, uma dica de estilo. Agora, é uma mudança total de vida. Namorada que denuncia namorado, amiga que denuncia a outra.

Reportagem- Mas você se sente confortável no meio disso tudo? Sugerir certas coisas é muito pessoal, não?
Rosa -
É muito difícil! Temos uma equipe enorme e cada programa leva muitos dias para gravar. Dá trabalho.

Reportagem- Vi um episódio em que a denunciada era uma moça um pouco acima do peso...
Rosa -
É horrível, porque quase ninguém veste 36 ou usa tamanho P (pequeno). Essa é a briga da "Perua MTV"! As pessoas precisam se sentir bem do jeito que forem, não importa o manequim, entende?

Reportagem- Entendo. Mas moda e autoestima andam juntas?
Rosa
- Quando você consegue descobrir como disfarçar o que você não gosta de si, e realçar o que você gosta, sua autoestima vai aumentar. É uma luta nossa.

Reportagem- Parece ser um ritual de passagem... Você passou por isso?
Rosa -
(Risos) Toda semana, eu descubro uma coisa nova. Mas eu erro muito.

Reportagem- Sério? Me diz um erro clássico?
Rosa -
Ser muito impulsiva e achar que estou bonita. Mas, no vídeo, não ficou legal e sou massacrada no Twitter.

Reportagem- Falando nisso, você é toda ligada em redes sociais.
Rosa -
Sim, o tempo todo. Sempre tive um blog e sou muito velha no Twitter.

Reportagem- Velha quanto?
Rosa -
Quando a Luana Piovani não sonhava em entrar.

Reportagem- Devo entender isso como muito tempo ou pouco?
Rosa -
Muuuuuuito.

Reportagem- Certo. Ainda falando em Internet, há um número crescente de blogs de moda. Por que isso?
Rosa -
Cara, porque os sonhos mudam. Antes, as pessoas queriam ser paquitas, modelos, e agora as pessoas querem ser blogueiras de moda. Acham que ganham mais. As meninas sonham em ser o "look do dia", são o que chamamos de "it girls".

Reportagem- Por fim, queria falar sobre atuação como DJ...
Rosa -
(Interrompe) Eu me aposentei!

Reportagem- Nossa, por quê?
Rosa -
Cansei. Sou muito coxinha, uma pessoa focada. Agora, quero escrever um livro. E quando começo a pegar birra, não tem jeito. Detesto quando alguém fala que "fulana atacou de DJ". Agora, eu e a minha amiga Camila Fremder estamos levando para frente o projeto de um livro sobre loucuras femininas, coisas que passam na nossa cabeça. A gente se junta e começa a pirar. Sou assim, impulsiva.

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