Na última semana, encerraram-se as inscrições para o Torneio Future (Profissional), que será disputado no Bauru Tênis Clube (BTC), a partir do dia 19, quando se inicia o qualifying, até o dia 27, com o jogo final. Um total de 125 jogadores, de nove países se inscreveram. Na chave principal, o melhor ranqueado é o brasileiro Ricardo Hocevar, que ocupa a 255ª posição do ranking mundial. Além dele, outros como Leonardo Kirche (BRA), Guilherme Clesar (BRA), José Pereira (BRA), Cristian Lindell(BRA-SWE), Daniel Silva, Thiago Monteiro (melhor jogador juvenil da atualidade), Tiago Fernandes (campeão do Aberto da Austrália, na categoria juvenil em 2010) e vários outros ótimos atletas - se não houver desistência - jogarão em Bauru. Para o qualifyifing, só participam 64 jogadores; mesmo assim, muitos que não estão entre esses 64 (por ranking), vão se arriscar e vir a Bauru na esperança que alguns confirmados não venham. No próximo dia 14, devem se iniciar no BTC dois torneios para brasileiros que não estão no ranking mundial, com premiação de um convite (wild-card) para a chave principal do Future para cada campeão desses torneios e convite para o qualifying, para os vice-campeões. 

 

 

 

BAURUENSES

 

No Campeonato Paulista infanto-juvenil e seniors, dois bauruenses alcançaram lugar de destaque. Na categoria até 10 anos, Caio Joaquim Bergamini foi campeão ao vencer por 6/1 e 6/0 na final o tenista Renan Silva, de São Bernardo do Campo. O resultado mostra que Caio vem se revelando como uma das grandes promessas do tênis bauruense. Na categoria 55MB, depois de oito jogos, invicto em diferentes torneios, Carlos Salzedas (Projeto-Imóveis), em final adiada no Campeonato Paulista por motivo de  chuva, perdeu na última sexta-feira para o paulistano Carlos Peterlini, por duplo 6/4. Mais dois bauruenses ainda faltam concluir seus jogos, que também foram adiados por chuva: Guilherme Tavares, nas semifinais da categoria 14MB e Paulo Abelha (Caju), que está na final da categoria 45MA.  

 

 

 

BELLUCCI

 

Em razão do Masters 1000 de Madri, onde o brasileiro Thomaz Bellucci alcançou as semifinais no ano passado, conquistando 360 pontos, ser disputado uma semana depois que a edição de 2011, o brasileiro já descartou os 360 pontos e em consequência caiu da 40ª posição para a 69ª posição. Seu pior ranking desde agosto de 2009. Em Madri, Thomaz Bellucci começa hoje sua participação e o faz contra um adversário dificílimo, o francês Richard Gasquet, a quem Bellucci nunca venceu. Caso vença, terá pela frente o sérvio Viktor Troicki ou o americano Donald Young, e na possibilidade de nova vitória, deve ter pela frente o suíço Roger Federer, em jogo ainda pelas oitavas de final.   

 

 

 

SAIBRO AZUL

 

Mesmo após ouvir críticas de Rafael Nadal, Novak Djokovic e até do ex-jogador, Ivan Lendl, hoje técnico do britânico Andy Murray, o romeno IonTiriac, dono do torneio e maior responsável pela mudança da cor da quadra do Masters 1000 de Madri, do tradicional saibro vermelho para azul, disse acreditar estar certo. Segundo Tiric, o jogo progride e requer mudanças. Quando surgiu o “tie-break” o “Hawk-eye” (vídeo-tape da jogada) muita gente desconfiou e deu certo. “Caso a cor azul não dê certo, serei o primeiro a aceitar, mas tenho certeza que será um sucesso”, disse Tiriac.  

 

 

 

GRAND CHAMPIONS-BRASIL

 

Na última semana foram divulgados os nomes dos seis jogadores que participarão do Grand Champions- Brasil (torneio para jogadores que foram destaque no passado) que será realizado no Harmonia Tênis Clube (São Paulo), entre os dias 10 a 13 de maio. São eles: Sergi Bruguera (ESP), que entra substituindo seu compatriota Albert Costa, com problemas de visão; Frabrice Santoro (FRA); Mark Philippoussis (AUS), Guillermo Cañas (ARG), Thomaz Enqvist (SUE) e o brasileiro Flavio Saretta. O Clube Harmonia de São Paulo é muito “fechado’’; sendo assim, além dos associados e jornalistas, só alguns convidados poderão assistir ao torneio ao vivo.

 

 

DICA

 

Algumas raquetes são fabricadas para ter 16 cordas nas verticais e 18 nas horizontais (16x18). Outras, 18 cordas verticais e 20 horizontais (18x20). Raquetes que usam menos cordas (16x20) geram mais potencia no golpe e mais efeito; porém, menor controle na batida. Já as com mais cordas (18x20), geram menos potência e efeito, mas dão mais controle na batida. Quanto à durabilidade das cordas, as que usam um número menor de cordas, costumam romper com mais frequência,  pelo fato de apresentarem um espaço maior entre uma corda e outra, sendo assim um número menor de cordas a tocarem a bola; já com mais cordas, um maior número delas é que tocam a bola ao mesmo tempo, o que faz com que seu desgaste seja dividido por mais cordas.

 

 

CURIOSIDADE

 

No Masters 1000 de Madri, o piso da quadra passou de saibro vermelho para “saibro” azul, o que vem  gerando muita polêmica. Nos Estados Unidos, na década de 70, depois de longo tempo, as quadras de saibro de cor vermelha foram substituídas por uma quadra, também de terra, mas que, quando molhada, fica esverdeada, e quando seca, mais acinzentada, chamada de “har-tru”. Por vários anos, o “har-tru” foi o piso das quadras do “Grand Slam” americano, US Open e não me lembro de ter sabido ou ouvido falar de algum jogador ter reclamado da cor da quadra. Sabe-se, no entanto, que o que embasa as reclamações de Rafael Nadal e outros especialistas em quadras de saibro pela cor azul do saibro no torneio de Madri, é que o mesmo é disputado no meio da temporada de saibro (vermelho), quando os jogadores estão com o tempo de batida ajustado para esse tipo de quadra, e para adquirir a cor azul, o saibro de Madri recebeu produtos químicos que, dificilmente, deixarão a quadra com a velocidade e pique exatamente a uma quadra de saibro naturalmente vermelho.

 

 

 

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