Brasília - O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, afirmou ontem que não pode opinar sobre a viabilidade de uma possível convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pela CPI do Cachoeira, pois a discussão tem potencial para chegar ao tribunal.
“Não quero opinar sobre esse tema, pois ele tem um potencial de judicialização. Não posso dizer que é provável, mas que tem potencial (para chegar ao STF), isso tem, então eu prefiro não falar”, disse Ayres Britto.
Anteontem, dois ministros do Supremo - Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa - defenderam a atuação de Gurgel e afirmaram que não cabe a ele ir ao Congresso explicar a motivação de seu trabalho, já que o procurador-geral tem a competência exclusiva para definir a estratégia de suas investigações.