Recife - Uma guerra de liminares deve colocar sub judice o resultado da prévia que o PT realizou ontem para definir seu candidato à Prefeitura de Recife (PE). Nas urnas, disputam o atual prefeito, João da Costa, e o secretário de Governo do Estado, Maurício Rands. Na Justiça, os dois brigam para definir quantos filiados têm direito a votar na prévia.
Em poucas horas, três decisões judiciais foram expedidas, alterando as ordens anteriores e modificando o colégio eleitoral. Na última delas, o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Jovaldo Nunes, determinou que todos os 33 mil filiados ao partido em Recife poderiam votar, mas proibiu a proclamação do resultado enquanto o impasse persistir.
Os grupos de Costa e Rands divergem sobre a regularização dos filiados. Há diferenças na interpretação das datas-limite para o pagamento das contribuições partidárias. Já se falou em 27 mil pessoas aptas, em 24 mil e, na noite de sexta, a direção nacional do PT anunciou que 20 mil filiados poderiam participar da prévia.
Mesmo assim, diante da polêmica, o comando petista determinou que os outros 13 mil poderiam votar, mas em urna separada. A validade desses votos seria avaliada depois. O prefeito seria beneficiado com o maior número de votantes, pois seriam incluídos os servidores municipais comissionados, que foram regularizados em mutirão e em prazo contestado por Rands.
Grupos ligados a Costa conseguiram ontem uma liminar contra o partido. Aliados de Rands derrubaram a liminar. Ontem, o presidente de TJ mudou novamente a decisão.