Regional

Reajuste a políticos de Cafelândia chega a 58% e gera insatisfações

Da Redação
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Cafelândia - O aumento na remuneração aprovado pela Câmara de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru) para o prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários que vão tomar posse em janeiro do ano que vem gerou insatisfação entre moradores. O vencimento do prefeito vai passar de R$ 11 mil para R$ 16 mil e dos vereadores de R$ 2.211,00 para R$ 3,7 mil.

 

Também teve reajuste a remuneração do vice-prefeito que passou de R$ 3.555,00 para R$ 5.600 e dos secretários municipais de R$ 1.791 para R$ 4.700.

 

O projeto de lei foi enviado ao prefeito Orivaldo Gazoto (PT) para a sanção. O petista tem quinze dias para vetá-lo e devolver ao Legislativo. O vereador Adalberto Leonardo Budoi (DEM) disse que o prefeito vai vetar parcialmente o projeto. Deverá ser mantida a remuneração ao secretariado, mas os demais valores vetados.

 

Os aumentos foram aprovados em regime de urgência. Segundo o vereador Celso dos Santos (PR), o projeto veio da Comissão de Finanças. A cópia do projeto chegou as suas mãos na segunda-feira pela manhã, dia 14, quando o correto teria sido liberado na sexta-feira, dois dias antes da reunião.

 

“Entrou rápido na Casa, sem a população saber, e foi votado em regime de urgência. Na minha opinião não existe argumento a favor. Os valores são altos demais. Votei contra”, declara Celso dos Santos.

 

Só votaram contra o projeto os parlamentares Adalberto Leonardo Budoi, Celso dos Santos (PR) e Helio Rodrigues (PSD). Pelo menos seis vereadores aprovaram o aumento.

 

Santos disse que já há movimento popular para pressionar os vereadores. “Se o prefeito vetar, vamos encher a Câmara e rever a medida”, diz. Para manter o veto são necessários conseguir mais três votos dos seis a favor do aumento.

 

Budoi diz que votou contra o aumento, por achar o valor acima da capacidade do munícipio. “Não é justo. Na última legislatura já tinha sido concedido aumento. Durante os últimos quatro anos foi atualizado pelo índice de inflação”. O subsídio dos 9 parlamentares foi fixado em R$ 1.900, mas com a atualizações está neste ano em R$ 2.211,00.

 

O vereador diz que há grupo de empresários preparando panfletagem e será programada a “Caminhada da Indignação”. Pela Lei Orgânica, o prazo para fixar os valores termina em 30 de junho para a próxima legislatura - 90 dias antes da realização das eleições.

 

“A Comissão de Finanças e Orçamento como tem maioria conseguiu aprovar a proposta. Eu argumentei que seria um impacto negativo para a população. O morador vem reclamar aqui que falta remédio no posto de saúde e agora o vereador legisla em causa própria. O exemplo tinha que partir da própria Casa. O subsídio não é salário, vereança não é emprego, não havia necessidade de estabelecer um subsídio tão alto para uma cidade como a nossa”, disse. A reportagem não conseguiu localizar ontem, até o fechamento desta edição, o vereador Adilson Cirilo de Paula, presidente da Comissão de Finanças. 

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