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Petistas envolvem-se em novo escândalo do BNB


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Brasília - Às vésperas do julgamento do mensalão, a Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu novo esquema de desvio de recursos no Banco do Nordeste (BNB), entre o fim de 2009 e o início de 2011. A auditoria, feita pela CGU e pelo banco, detectou fraudes de R$ 100 milhões na liberação de crédito para investimentos e para a compra de carros e máquinas.  Segundo reportagem da revista “Época”, os recursos foram creditados para empresários ligados ao PT do Ceará. A suspeita é que dez militantes do PT-CE estejam envolvidos no esquema ilegal.

Conforme a auditoria, a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete do BNB, Robério Gress do Vale, recebeu R$ 12 milhões. Ele foi o quarto maior doador, pessoa física, da campanha de 2010 do deputado José Guimarães (PT-CE), irmão do ex-presidente do PT José Genoino.

Guimarães foi seu maior doador, na categoria pessoa física. Em seguida, vem José Alencar Sydrião Júnior, diretor do BNB e filiado ao PT. A terceira é do também petista Roberto Smith, ex-presidente do banco. O atual presidente do BNB, Jurandir Vieira Santiago, vem em 11.º.

Esta é a segunda vez, em sete anos, que o BNB é alvo de denúncias de fraudes, envolvendo o nome de Guimarães. Em julho de 2005, no auge do escândalo do mensalão, um assessor do então deputado estadual José Guimarães foi detido pela Polícia Federal, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com US$ 100 mil em espécie, dentro da cueca. Na ocasião, as investigações apontaram que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do BNB e ex-dirigente do PT Kennedy Moura.

“Época” revela que, entre os nomes envolvidos, há pelo menos dez filiados do PT. O promotor do caso, Ricardo Rocha, foi enfático ao afirmar que vê grandes indícios de esquema de caixa 2 para campanhas eleitorais.

Em entrevista ao Grupo Estado, Guimarães, que hoje é coordenador da bancada nordestina em Brasília, nega qualquer tráfego de influência no BNB e diz, ainda, revoltado com o envolvimento de seu nome com o suposto desvio, nem sequer conhecer de que acusação se trata. Já Robério Gress do Vale, chefe de gabinete do presidente do BNB, Jurandir Satiago, diz que não passam por ele processos de concessão de crédito e que não tem nenhum envolvimento no caso. Ele defende que o próprio BNB apure a denúncia e, se encontrar culpados, os puna.

 

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