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Assassino norueguês é doente, mas não psicótico, defende perito


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Oslo - O norueguês Anders Behrin Breivik, que matou 77 pessoas numa chacina em julho de 2011, sofre de transtornos neuropsiquiátricos e de desenvolvimento, mas não é um esquizofrênico paranoico, disse um perito ontem, num depoimento que o réu, visivelmente agitado, qualificou de “insultante”.

O tribunal tenta determinar se Breivik, autor confesso do massacre, estava psicologicamente são quando realizou uma explosão no centro de Oslo e uma chacina a tiros numa ilha próxima à cidade.

Uma equipe de peritos concluiu que ele é psicótico, sofrendo de esquizofrenia paranoica, mas outra junta chegou a conclusão oposta, deixando indecisos os cinco juízes do caso. “Isso é difícil... mas contesto (o primeiro laudo), pois não encontro evidência de esquizofrenia paranoica”, disse Ulrik Frederick Malt, professor da Universidade de Oslo.

Ele disse em audiência, porém, que Breivik provavelmente sofre da síndrome de Asperger, um amplo transtorno do desenvolvimento que costuma surgir na infância, da síndrome de Tourette, um distúrbio neuropsiquiátrico, de um distúrbio de personalidade narcisista e possivelmente de delírios.

Breivik, que assistiu à maior parte do depoimento com um sorriso desconfortável, interrompeu, chamando o depoimento de Malt de “insultante”, e de “ridículo” o procedimento judicial que o obrigou a escutar calado. Malt disse que suas conclusões se baseiam em sintomas como a solidão de Breivik, sua depressão, suas manias de grandeza, sua indiferença à dor alheia e seus tiques faciais, entre outros.

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