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A importância dos canaviais na purificação do ar e para o solo

Sidney Aguiar
| Tempo de leitura: 2 min

A cana-de-açúcar é uma espécie vegetal, da família das gramíneas, introduzida no Brasil pelos portugueses no período da colonização, sendo a primeira forma de agricultura extensiva em terras tupiniquins. As gramíneas se diferem dos demais vegetais na complexidade metabólica e na rapidez com que elas sequestram os compostos de carbono através do processo químico da fotossíntese.

O cultivo da cana-de-açúcar é uma das culturas mais intensivas no Brasil, segundo dados estatísticos de 2011, o Brasil teve uma produção estimada em aproximadamente 624 milhões de toneladas, número que deixa o país como o maior produtor mundial. O Estado de São Paulo é o maior produtor da Federação com uma produção estimada em 337 milhões de toneladas, correspondente a aproximadamente 54% da produção nacional.

Excluindo a questão das queimadas dos canaviais que, muito em breve não existirá mais, essa cultura contribui de forma expressiva para purificação e a boa qualidade do ar atmosférico, servindo como um filtro natural para os compostos de carbono presentes na atmosfera.

É muito comum nos arredores dos canaviais sentirmos um cheiro adocicado no ar, esse cheiro corresponde à percepção da liberação de oxigênio, água e compostos orgânicos da planta na atmosfera, depois do processo de reação da fotossíntese.

Alguns estudos técnicos apontam a cultura da cana-de-açúcar como um dos contribuintes para a alta permeabilidade dos solos, fator que favorece a recarga dos sistemas aquíferos, uma vez que a cana por ser uma gramínea proporciona uma retenção maior de água no solo, através do bloqueio da passagem de luz solar exercido pelo adensamento foliar da planta.

Outro fator extremamente considerado do ponto de vista ecológico sobre a cultura da cana é a minimização do uso de agroquímicos no trato cultural em relação a outras culturas agrícolas, estatísticas sobre o uso de agrotóxicos no Brasil, revelam que a utilização desses agroquímicos é de aproximadamente 7% para a cultura da cana, muito diferente de outras culturas, como por exemplo, a soja que utiliza 33%, o milho 12% e o citrus 10% de agroquímicos.

O autor, Sidney Aguiar, é analista de Meio Ambiente e graduado em Gestão Ambiental

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