Mais um caso de homicídio na cidade choca pelo apelo à brutalidade. O pedreiro Eliseu Correa de Souza, de 57 anos, perdeu a vida provavelmente espancado, com marcas profundas na cabeça. O caso ocorreu durante a madrugada deste sábado (7), mas o corpo foi localizado no início da manhã, no gramado de um campo de futebol à quadra 6 da rua Virgílio Ramaciotti, no Parque Geraldo, em Bauru.
No Plantão da Polícia Civil, vários pedaços de pau e uma pedra de aproximadamente dois quilos apreendidos para investigação e perícia revelavam a brutalidade do assassinato. “A vítima foi encontrada com vários sinais de paulada e pedrada pelo corpo, e a cabeça estava bastante machucada”, disse o delegado plantonista Mário Henrique de Oliveira Ramos, que esteve no local junto à equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
De acordo com Ramos, a polícia já tem informações sobre possíveis suspeitos, mas preferiu não revelar detalhes. “O caso está bem encaminhado e já temos pistas de dois indivíduos que estariam com a vítima no momento da agressão, mas ainda não podemos afirmar nada”, relatou. Durante o dia de ontem, a polícia fez várias diligências pelo bairro.
Conforme ainda expôs Ramos, preliminarmente, o crime tem caráter circunstancial. A vizinhança ainda revelou ter ouvido barulhos durante a madrugada e gritos.
A polícia diz que as marcas da agressão e de sangue estavam espalhadas pelo campo de futebol e começavam próximo a um pequeno cômodo de madeira onde a vítima ficava, na mesma área de uma construção inacabada. Foi também localizada uma luva com marcas de sangue. Junto a Eliseu, teria sido ainda recolhida uma garrafa de bebida. Segundo investigações, a vítima teria frequentado um bar antes do crime acontecer. No cômodo onde ele ficaria, também foram localizadas vestes femininas.
36 internações
A família de Eliseu, bastante chocada com o ocorrido, admite que ele tinha problemas com alcoolismo e também seria usuário de crack. “Ele já passou por 36 internações em hospital psiquiátrico. Era usuário de drogas e a família tentou ajudá-lo, mas foi difícil”, revelou um parente, que teve o nome preservado pela reportagem.
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