Regional

Piratininga já registra seus ?horários de pico? na área central

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga (13 quilômetros de Bauru) tem aproximadamente 11 mil habitantes e 3.827 automóveis registrados até maio de 2012. Pelos números é possível afirmar que na cidade há um carro para cada grupo de 2,8 moradores. Embora os dados não sejam exatos, uma vez que há habitantes com mais de um carro na garagem, pode-se acrescentar que o número de motos cresceu de 991 para 1.015 de 2011 até maio deste ano.

Para o mecânico de motos, Mário Ceschini, o número de veículos motorizados de duas rodas triplicou nos últimos quatro anos. Na opinião dele, dois fatores influenciaram no crescimento: economia e facilidade na aquisição.

“Há quatro anos atrás eu consertava muitas motos velhas. Hoje, a frota de motos é nova. A população vive um momento econômico muito bom. Tem emprego e com o salário é possível adquirir uma moto em até 60 meses.”

Trabalhando há 27 anos no conserto de motos, Ceschini  diz que ele há mais serviço do que profissionais, mesmo tendo três oficinas deste tipo na cidade. “Eu atendo os clientes mais antigos e só quando sobra espaço é que pego serviço de quem não é meu cliente.”

O grande número de motocicletas também tirou o sossego dos moradores da área central da cidade, comenta o mecânico. “Muitos motociclistas fazem modificações nos escapamentos provocando barulho. Os moradores reclamam, especialmente aqueles que vivem na área central da cidade, onde os motoqueiros se concentram no final de semana.”

O grande número de veículos tem provocado uma situação inusitada na cidade, na opinião de Valdecir Lopes da Silva. “Nos horários de pico, entre 16h e 18h30, na área central, é muita gente que trabalha fora daqui que retorna e aqueles que procuram os estabelecimentos comerciais.”

Segundo ele, a situação é recente, possivelmente de dois anos para cá. “A rua Dr. Lisboa Jr é a mais procurada nos horários de pico. Aumentou muito o número de carros que transitam ali e muitas vezes não tem como estacionar próximo do local onde a gente deseja.”

 

‘Pela demanda, teria que contratar mais mecânicos’

Na cidade de Piratininga, segundo informações do mecânico Célio Rodrigues dos Santos, há oito oficinas do gênero. Em 1981, a dele era a única. Atualmente, atende a uma média de oito veículos/dia em dois - ele e mais um.

“Não atendo mais porque precisaria ter quatro mecânicos para a demanda. A facilidade na aquisição de veículos é, para ele, a causa do crescimento nos números de automóveis da cidade.

O número de um carro para cada grupo de 2,8 moradores é impreciso, segundo ele. “A situação real é que tem famílias com três carros e outras sem nenhum. Os serviços de mecânico triplicaram.”

  

 

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