Sorocaba - O piloto Douglas Leonardo de Oliveira negou ontem ter errado a manobra que resultou na morte do instrutor de paraquedismo Alex Adelmann e em ferimentos em outros dois paraquedistas, anteontem, em Boituva (211 km de Bauru). Adelmann, de 33 anos, filmava o salto dos colegas quando foi atingido pela asa do avião pilotado por Oliveira. Ele foi projetado contra os dois companheiros e, apesar do funcionamento automático do paraquedas, chegou ao solo bastante ferido e não resistiu.
Ouvido pela Polícia Civil de Boituva, ele alegou que após os paraquedistas terem saltado do avião, fez a manobra conhecida como mergulho para perder altura e voltar para a pista de pouso. Segundo ele, trata-se de procedimento padrão e os paraquedistas não deveriam estar na rota do avião. Era seu 11.º voo no dia e, junto com os três envolvidos no acidente, outros quatro paraquedistas saltaram da aeronave.
Oliveira alegou ainda que sentiu um impacto na aeronave, mas não percebeu que tinha atingido o paraquedista. O choque não causou avarias e ele alega ter pousado normalmente. Testemunhas que presenciaram o acidente ainda serão ouvidas. A polícia também quer ouvir familiares do paraquedista morto. Eles teriam dito informalmente que o piloto errou a manobra de retorno, após o salto.
O paraquedista morto no acidente tinha 33 anos, mas era considerado experiente. Adelmann fazia saltos desde 1994, havia vencido campeonatos de formação em queda livre e era também piloto de avião, com mais de 7 mil horas de voo. Seu corpo foi cremado na tarde de ontem, em Sorocaba.