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Clássico dos desafios


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De um lado, um campeão recente que, por mais que negue, ainda curte a ressaca de uma conquista histórica. Do outro, um time inseguro, único paulista que não ergueu um troféu na temporada, e que aposta suas fichas na estreia do técnico Ney Franco.

Com esse clima, Palmeiras e São Paulo se enfrentam neste domingo na Arena Barueri, às 18h30, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro.

O Palmeiras promete atenção total e garante que as festividades pelo título terminaram na última quinta-feira. Luiz Felipe Scolari mandou seu recado ao elenco. “Disse para os jogadores que acabou a festa. Estamos mal no campeonato e com o fim da Copa do Brasil, iniciamos uma nova caminhada no Brasileiro. Esperamos ‘estrear’ com o pé direito”.

O São Paulo tenta se aproveitar da ressaca do rival para emplacar a terceira vitória consecutiva e voltar ao G-4. Com Corinthians e Palmeiras garantidos na Copa Libertadores do ano que vem, a torcida tricolor vai cobrar ao menos presença do clube na competição continental do ano que vem após fracassar no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil.

Motivação não falta. Além de poder estragar o clima de festa do rival e vencer o seu segundo clássico no ano, o São Paulo terá a estreia de Ney Franco no comando da equipe e o treinador deseja mostrar serviço já no primeiro compromisso.

Contratado na última semana, ele trabalhou intensamente com o elenco para tentar corrigir os muitos problemas de posicionamento apresentados mesmo nas vitórias contra Cruzeiro e Coritiba.

Enquanto isso, Felipão realizou apenas dois trabalhos leves e sua preocupação é com a possibilidade de ter muitos desfalques. Thiago Heleno, Luan e Román têm poucas chances de jogar. Marcos Assunção (com dores musculares) e Henrique (gripado) também são dúvidas.

Apesar da possibilidade de encarar um adversário desfigurado e ainda em marcha lenta após o título, Ney Franco foca suas atenções apenas em sua equipe e descarta a obrigação de sair com os três pontos. “Clássico por si só já motiva o jogador, eu me apeguei mais aos meus treinos e aos objetivos do time, como chegar ao G-4. O Palmeiras está na parte de baixo da tabela agora, mas tem potencial para subir e é assim que tenho que encarar”.

O São Paulo sofrerá algumas mudanças em relação aos dois últimos jogos, quando a equipe foi comandada pelo auxiliar Milton Cruz. Ney Franco promoveu os retornos de Casemiro e Cícero nos lugares de Rodrigo Caio e Maicon, respectivamente. Com isso, abandona o 3-5-2. A novidade é a estreia de Rafael Toloi, contratado do Goiás no mesmo dia do técnico e que já integra a zaga titular ao lado de Rhodolfo. No ataque, Osvaldo ganhou a vaga de Lucas (com a seleção olímpica) e forma dupla com Luis Fabiano, liberado após cumprir suspensão contra o Coritiba, no último domingo.

O Palmeiras tem como destaque o retorno de Valdivia, que estava suspenso contra o Coritiba e não jogou contra a Ponte Preta, na última rodada do Brasileirão, para se preparar melhor para o jogo deste domingo. Ele fica com a vaga de Daniel Carvalho. Outra provável mudança é a entrada de Leandro Amaro no lugar de Thiago Heleno, machucado.

 

Luis Fabiano promete ser mais calmo

Foi um grande sufoco até se ver livre de uma suspensão pesada, mas Luis Fabiano garante ter aprendido a lição. O atacante do São Paulo cumpriu o último jogo de gancho pelo cartão vermelho recebido contra o Atlético Mineiro e está de volta à equipe no clássico deste domingo. Até a diretoria esperava que a suspensão chegasse a quatro jogos pelas ofensas ao árbitro goiano Elmo da Cunha Resende.

O atacante quer apagar o que passou e admite que precisa mudar de atitude. “Fiquei satisfeito. A pena foi justa e agora é esquecer tudo isso, olhar para frente e que eu consiga não me exceder nas próximas partidas. Temos muita coisa em jogo”, disse.

O clássico marca o seu reencontro com os torcedores após a eliminação na Copa do Brasil. “O Palmeiras vai querer vencer porque vem de título e nós, na nossa humildade, para tentar conquistar a terceira vitória seguida. Vamos ver se conseguimos enterrar de vez esse mal que a Copa do Brasil tanto nos causou”.

Se depender da sua performance, o São Paulo tem bons motivos para acreditar em gols. Em 22 partidas disputadas na temporada, ele balançou a rede 17 vezes. Por outro lado, dos cinco clássicos disputados pelo São Paulo até aqui, o atacante esteve fora de quatro; contra Corinthians e Palmeiras estava machucado, além de cumprir suspensão em dois dos três duelos contra o Santos por suspensão. “Da minha parte, posso dizer que espero daqui para frente jogar todos os clássicos e ajudar fazendo gols”, minimizou.

 

Mazinho joga de olho em Verdão 2013

Mazinho chegou ao Palmeiras com metas bem estabelecidas: conquistar títulos e conseguir mostrar seu valor e ficar por mais tempo no clube, já que seu contrato de empréstimo é só até o final do ano. Com a medalha de campeão da Copa do Brasil no peito, ele quer fazer com que cada jogo seja uma oportunidade de mostrar que merece ficar.

Seu desempenho na Copa do Brasil e a possibilidade de brilhar em jogos importantes, como o clássico deste domingo, animam o jogador. “O título e esses jogos são importantes para a minha carreira e podem me ajudar a assinar um contrato mais longo com o Palmeiras”, disse o atacante, que deve formar dupla de ataque com Betinho. Voltar ao estádio onde foi o primeiro jogo da final da Copa do Brasil emociona o meia, que tem atuado no ataque. “Dá ansiedade e faz lembrar de muitas coisas, mas é legal porque o grupo todo jogou bem aquele jogo”.

Pelas mudanças que realiza na equipe, fica claro que Felipão vê Mazinho e Maikon Leite como concorrentes a uma vaga no ataque ao lado Barcos. E com a chegada de Obina, é mais um que pode entrar nessa disputa. Mas Mazinho garante não se incomodar com tudo isso e só pensa em continuar agradando ao treinador e à torcida.

“O importante é que eu consegui chegar, entrar no time e jogar bem. Quando cheguei, ninguém acreditava em mim e hoje já mostrei o meu valor”, disse o jogador, que pode fazer a diferença no clássico. A defesa do São Paulo tem tido dificuldades quando enfrenta um jogador de velocidade, sua principal característica. “Tenho ajudado a equipe com essa facilidade que eu tenho, que é jogar em velocidade. Mas o importante é que o time está tão unido que se eu não consigo jogar bem, meu companheiro do lado consegue. Isso faz a gente ser tão forte”.

 

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