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? Obesidade proibida

O 16.º Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos, que será realizado em agosto pela primeira vez no Brasil, teve um debate sobre obesidade infantil cancelado após a presidente do encontro, Glaucia Pastore, argumentar que o tema afugentaria patrocinadores. A mesa abordaria o papel da mídia em relação à obesidade e a polêmica regulamentação da publicidade voltada às crianças. Em espanhol, o texto diz que o tema "causaria inconvenientes com potenciais patrocinadores".


?Absurdo

"Isso é um absurdo. Mostra como estamos vendidos à indústria e como, em nome desses interesses, deixa-se de discutir um tema tão importante e grave no País", afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA), Jane Menegaldo, pesquisadora da Embrapa. "Perde-se a chance de fazer de forma séria esse evento, que pela primeira vez será na América Latina". A SBCTA havia proposto a discussão por considerá-la um dos graves problemas de saúde atuais. Em 2009, 16,6% dos meninos entre 5 e 9 anos estavam obesos no Brasil - a taxa era de 2,9% em 1975. A preocupação é tanta que em 2011 o governo federal lançou um programa para reduzir a obesidade entre crianças.


?Adequação científica

Apesar do conteúdo da carta deixar explícito a questão do entrave com patrocinadores, Gláucia Pastore nega que tenha havido interesse em coibir o tema. "A retirada da mesa é muito mais uma questão de adequação científica do que uma questão ética. Eles propuseram sem que o comitê soubesse", argumenta. Segundo Gláucia, a alteração foi uma questão de falta de foco. "O assunto seria contemplado, mas no âmbito da programação internacional. Tanto é que a questão da obesidade está na programação", afirma. Na programação do congresso há uma série de palestras sobre o assunto, mas nenhuma delas aborda o papel da publicidade na obesidade infantil.


?Teste caseiro de HIV

governo americano anunciou no início deste mês a aprovação do primeiro teste caseiro para detectar o HIV. O FDA (órgão que regulamenta alimentos e remédios) autorizou a comercialização do OraQick In-Home HIV Test, que proporciona, em 20 a 40 minutos, o resultado do exame de uma amostra de saliva. O FDA advertiu que um resultado positivo não significa, definitivamente, que a pessoa esteja infectada com o vírus, e que deve ser confirmado por exames feitos por médicos.


?O primeiro

A empresa OraSure Technologies, fabricante do teste, diz que é o primeiro teste rápido de diagnóstico para uma doença infecciosa aprovado pelo FDA para venda sem receita. "A aprovação do teste representa um grande avanço na detecção do HIV", diz em declaração o presidente e diretor executivo, Douglas Michels. "Pela primeira vez as pessoas terão acesso a um teste oral que pode ser feito em casa e que permitirá conhecer sua condição no conforto de seu lar para que obtenham cuidados médicos se necessário."


?Em outubro

O teste para o exame é uma versão para venda sem receita do exame OraQuick ADVANCE(R) HIV 1/2 Antibody Test, exame mais vendido no mercado, com milhões de unidades adquiridas por hospitais, clínicas e consultórios. OraSure disse esperar que o novo produto esteja disponível para venda em outubro em mais de 30 mil farmácias americanas e pela internet.

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