Falar é como andar e olhar. Falar é pensar exteriorizando o raciocínio. Se falas de forma confusa, pensas de forma confusa! Quem comanda os músculos da língua e da fala é o cérebro. Não tem como saber muito, raciocinar bem e falar mal: a equação não fecha! Quem fala bem, pensa bem!
Tenho tanta certeza disto, quanto a certeza de que muitos estarão discordando de mim! A reflexão sobre esta opinião levarão muitos, a contragosto, concordar comigo! Tem como professor saber muito e não exteriorizar o conhecimento de forma clara? Se sabe muito, expressa se bem; se não fala bem é por que seus pensamentos são confusos. Aquela história do professor que sabe muito, mas não se expressa bem, não existe: ele não sabe muito!
Diz o poeta: a vida é tão rara! Devemos aproveitar cada momento com coisas úteis e gostosas. Vamos fazer uma estatística na reunião familiar de domingo! A surpresa será grande: metade dos assuntos versará sobre mortes e doenças. A outra metade: vida alheia dos familiares, amigos ou celebridades!
Em 1984 foi idealizado um modelo muito simples de comunicação humana conhecido mundialmente pela sigla TED. São conferências ou aulas com até 18 minutos e nas quais se deve apresentar uma ideia de forma clara e objetiva para melhorar a humanidade. Inicialmente os assuntos eram restritos a três áreas do conhecimento humano: Tecnologia, Entretenimento e Design, daí a sigla famosa, mas hoje vale qualquer assunto.
Já se foram mais de 1200 apresentações, todas disponíveis gratuitamente na internet e quase a totalidade com traduções para o português (www.ted.com). Já ministraram estas conferências: Bill Gates, Craig Venter, Bill Clinton, Jaime Lerner, Bono Vox, Al Gore e muitos outros expoentes da vanguarda do pensamento como os ganhadores de prêmios Nobel, Pulitzer e Oscar.
Desde 2006 as conferências na internet saem de um encontro anual em São Francisco, onde os convidados gratuitamente apresentam ideias impactantes. Os interessados em checar e aprender com estas conferências conhecerão histórias maravilhosas e inspiradoras, com ideias originais e encantadoras dos pensadores e cientistas contemporâneos. O organizador está fazendo TEDs em cada país ou continente para dar oportunidade a todos. De cada evento menor, são selecionados alguns para participar do evento central e a demanda aumentou muito com a fama mundial.
Mesmo os expoentes são orientados por regras básicas para uma apresentação oral de 18 minutos: passar ideias novas para as pessoas aprender assuntos complexos com mensagem simples e profundas! Afinal: quem pensa bem, fala bem!
Tem pouca gente que não gosta dos TEDs, pois acreditam que em 18 minutos não se consegue passar ideias completas com profundidade. Entre os críticos está o fundador inicial Saul Wurman e o escritor Nassim Taleb que ao sair de sua conferência no TED disse que o formato transforma cientistas em animadores de auditórios de baixo nível: provavelmente ele tenha se saído mal em sua apresentação. A grande maioria elogia o formato TED e acredita que quando a ideia não é repassada com clareza, a culpa recai sobre o orador.
A história a seguir, cujo autor não consigo resgatar, talvez facilite a compreender por que pessoas de todas as idades se interessam pelo TED.
Era um velhinho com 91 anos que moribundo na cama por 2 semanas teimava em viver! A família desolada, contratou duas senhoras experientes para ficar ao lado do leito e ao menor sinal daria assistência e chamaria a todos. Ele nem se movia mais!
Providenciaram 4 velas grandes, uma para cada canto da cama onde estava o velhinho. As horas passavam e as quatro velas foram se consumindo e uma das senhoras disse à outra:
- Vá até a cozinha e ache mais velas para substituí-las.
Voltou dizendo: - não tem mais velas!! E agora. Se formos ao supermercado pode acontecer algo com o velhinho.
A outra mais sábia disse: - vá até a cozinha, pegue um pacote de sal grosso e vamos distribuí-lo ao redor da chama.
Ao terminar, perguntou: – Maria por que fizemos isto?
- Porque o sal grosso ao redor da chama prolonga em mais de quatro vezes o tempo da vela e teremos tempo para a família chegar e providenciar outras novas.
O moribundo velhinho que não abria os olhos há duas semanas e nem mexia mais o pescoço e membros, levantou a pálpebras, mexeu o pescoço e as mãos e disse:
Isto eu não sabia! É... vivendo e aprendendo!
E voltou a fechar os olhos serenamente!